Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

O dólar despencou mais de 3% nesta sexta-feira, com força suficiente para anular a alta que acumulava em junho até a véspera. A euforia nos mercados veio com o acordo fechado pelos líderes da União Europeia, além da forte atuação do Banco Central e medida que envolve pagamento de exportações, que pode trazer mais dólares para o país.
A cotação do dólar comercial fechou em queda de 3,20%, a R$ 2,01 na venda. No mês, ele acabou fechando com queda de 0,38%, revertendo a alta de 2,91% vista até ontem.
No ano, por sua vez, a moeda norte-americana ainda tem alta de 7,56%.
O acordo entre líderes da União Europeia (UE) anunciado nesta sexta-feira (29) impulsionou os mercados no Brasil e no exterior, fazendo com que os principais índices acionários reduzissem parte das perdas acumuladas nas últimas semanas, e ajudando ainda o dólar a cair fortemente ante o real.
O BC vendeu todos os 60 mil contratos no leilão de swap cambial tradicional --operação que equivale a uma venda de dólares no mercado futuro-- desta sexta-feira.
Na véspera, o BC também vendeu a mesma quantidade, totalizando um giro financeiro de aproximadamente US$ 6 bilhões nas duas operações.
Também na quinta, o BC anunciou que exportadores podem agora utilizar fontes externas de financiamento para operações de pagamento antecipado de exportações com prazo de um ano. Antes, só importadores tinham acesso a essas fontes.
O diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmou que a queda do dólar nesta sexta reflete as medidas adotadas pela União Europeia para dar apoio aos bancos no continente.
"(A queda do dólar está) refletindo as medidas europeias ... Isso é bom", disse Mendes a jornalistas, logo após uma apresentação em evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.
No último dia da cúpula de líderes da UE iniciada na quinta-feira (28), em Bruxelas, autoridades europeias concordaram em permitir que seu fundo de resgate injete dinheiro diretamente em bancos problemáticos a partir do ano que vem e que intervenha nos mercados de títulos para dar suporte a Estados-membros em dificuldade.
A medida, que alivia as pressões sobre uma eventual ruptura de grandes dimensões da moeda única europeia, foi acompanhada ainda pela promessa dos líderes participantes de criar um órgão supervisor único para os bancos da zona do euro, em um primeiro passo rumo a uma união bancária que pode amparar a Espanha.
As notícias sobre a cúpula da UE ofuscaram ainda um lote de indicadores mistos dos EUA, como os que deram conta de que o sentimento do consumidor norte-americano recuou para a mínima de seis meses em junho, e de que o ritmo da atividade empresarial no Meio-Oeste acelerou neste mês, impulsionado por uma situação melhor no mercado de trabalho.
(Com informações da Reuters)
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