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Crise econômica

Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

  • Imagem: Josep Lago/AFP

31/07/2012 - 17h53 / Atualizada 02/08/2012 - 12h44

Bovespa cai no dia, mas fecha mês no azul pela 1ª vez desde fevereiro

Do UOL, em São Paulo

A Bovespa registrou queda acentuada no pregão desta terça-feira (31), após três pregões seguidos de alta, mas ainda assim conseguiu fechar o mês de julho no azul --o que não acontecia desde fevereiro. A sessão foi marcada por cautela dos investidores, à espera dos resultados das reuniões de bancos centrais nos Estados Unidos e na Europa nesta semana.

O Ibovespa, principal índice de ações na Bolsa paulista, fechou em baixa de 2%, aos 56.097,05 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,65 bilhões. No mês, a Bovespa acumulou alta de 3,21%. Já no ano, a Bolsa brasileira tem perdas de 1,16%.

Veja ainda no UOL a cotação das ações e fechamentos anteriores da Bolsa.

"A Bolsa foi salva no fim do mês, aos 40 minutos do segundo tempo, com o Draghi (Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu) falando que fará tudo o que puder para salvar a zona do euro", disse Pablo Spyer, diretor da Mirae Securities. 

 

 

Queda da Petrobras pesou no Ibovespa

Por aqui, o tombo das ações preferenciais da Petrobras (PETR4.SA) pesou no índice. O papel perdeu 3,99%, a R$ 19,50, com o mercado à espera do resultado trimestral da estatal na sexta-feira. Nos últimos cinco dias, até o fechamento da véspera, o papel acumulou alta de 7,1%.

Ainda entre as blue chips, a preferencial da Vale (VALE5.SA) teve queda de 0,84%, a R$ 36,40. OGX (OGXP3.SA), empresa de petróleo e gás do grupo EBX, do bilionário Eike Batista, recuou 2,92%, a R$ 5,65.   

PDG Realty (PDGR3.SA) desabou 7,34%, a R$ 3,41, e foi a maior queda do índice. Na sequência, TIM Participações (TIMP3.SA) perdeu 5,84%, a R$ 8,54, após a empresa de telefonia ter reportado lucro do segundo trimestre abaixo das expectativas.

Em sentido oposto, Usiminas (USIM5.SA) saltou 5,28%, a R$ 7,38, depois que a siderúrgica anunciou prejuízo trimestral menor que o esperado pelo mercado.

Fora do índice, OSX (OSXB3.SA) saltou 5,73%, a R$ 11,99, com o mercado apostando que Eike Batista poderá anunciar em breve o fechamento do capital da sua subsidiária de construção naval, a exemplo do que fez com LLX (LLXL3.SA). 

Analistas não estão otimistas para agosto

Apesar do avanço, analistas mostravam pouco entusiasmo com as perspectivas para a Bovespa em agosto e apostavam que o clima de "montanha-russa", que marcou os negócios em julho, continuará forte nos mercados. 

"Ainda é cedo para ficar otimista, estamos longe de uma recuperação consistente de médio e longo prazo", disse Spyer. 

Segundo ele, mesmo que o Banco Central Europeu (BCE) e o Federal Reserve (banco central dos EUA) apresentem as esperadas medidas de estímulo monetário em suas respectivas reuniões nesta semana, "isso não deve ser a solução definitiva para a crise".

O economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, avaliou que as eventuais medidas podem animar a Bolsa, mas será "um efeito temporário e de curta duração... A Bolsa ainda vai ser um investimento de alto risco."

Rosa acrescentou que "o ganho de julho foi pequeno em relação ao risco e ainda não existem garantias de que este movimento se sustente nos próximos meses."

O cenário externo deve continuar ditando o rumo da Bovespa, com a crise na Europa, a lenta recuperação da economia norte-americana e os sinais de desaceleração da China.

"O que vai gerar mudança e uma nova tendência para a Bolsa é a visão de que existirá uma revitalização na Europa", afirmou o diretor da Título Corretora, Márcio Cardoso. 

Bolsas internacionais

 

Em Wall Street, o índice Dow Jones recuou 0,49%, mas acumulou alta de 1% em julho.

As ações europeias sofreram sua maior queda diária em mais de uma semana, atingidas por fracos resultados de bancos e por novas dúvidas sobre se o Banco Central Europeu (BCE) definirá medidas concretas para conter a crise da dívida soberana na Europa.

Operadores e investidores expressaram dúvidas sobre se a reunião do BCE na quinta-feira resultará em novas ações claras para enfrentar a crise, dados os sinais de desacordo entre as autoridades europeias sobre as medidas que poderiam ser adotadas.

Em Londres, o índice Financial Times fechou com baixa de 1,02%, a 5.635 pontos.

Já as ações asiáticas tiveram ganhos em meio a esperanças de mais estímulo do Banco Central Europeu (BCE) e do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que fazem suas reuniões nesta semana.

As ações coreanas lideraram os ganhos da região nesta terça-feira, avançando 2%.

"O apetite por risco teve uma melhora dramática nas últimas sessões e a volta de compras estrangeiras está apoiando ações preferenciais, uma mistura de ações de grandes empresas que estão sustentando o mercado como um todo", disse o analista NH Securities Cho Sung-joon.

(Com informações da Reuters)

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