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30/01/2008 - 18h18

Decisão do Fed faz Bovespa subir 1,28% e atingir a quarta alta seguida

Da Redação
Em São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se valorizou pelo quarto dia consecutivo, graças à decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de reduzir sua taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, com o intuito de reaquecer a economia norte-americana e evitar uma recessão.

Depois de ter operado em baixa o dia todo até a notícia do corte, o Ibovespa, principal indicador do mercado brasileiro de ações, inverteu o sentido e fechou com alta de 1,28%, para 60.289 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 5,14 bilhões.

Arte UOL
Quadro mostra perdas e ganhos da Bovespa acumulados nos últimos meses. Veja aqui
Desse modo, a valorização nesses quatro dias de fechamento positivo chegou a 11,16%, o que fez perdas acumuladas em 2008 diminuírem para 5,63%. No início da semana passada, o Ibovespa perdia quase 16%.

O dólar, por sua vez, fechou estável, após sessão travada pela expectativa que havia ainda da reunião do banco central dos Estados Unidos. A moeda norte-americana não variou e fechou o dia sendo vendida a R$ 1,781

Mercados internacionais
O corte na taxa básica de juros nos EUA foi divulgado depois que os principais mercados europeus e asiáticos já haviam se encerrado, por isso, nessas praças, não foi possível sentir o clima otimista. Ao contrário, os negócios na Europa e na Ásia se encerraram em carregando os temores diante da possibilidade de recessão nos EUA.

Na Europa, as principais Bolsas do continente encerraram o pregão desta quarta-feira em baixa, sob influência negativa do setor bancário. Além de previsão de perdas expressivas por parte do suíço UBS, o banco francês BNP Paribas apresentou projeção de lucro menor, devido à crise no mercado de crédito.

As quedas também marcaram as operações na maioria das Bolsas asiáticas. Além da expectativa quanto ao resultado do encontro do Federal Reserve (Fed), os investidores avaliaram o comportamento das ações do setor financeiro e de tecnologia.

Dados dos EUA
Além dos dados sobre o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, outras informações que possam trazer indícios sobre qual o tamanho da crise no setor financeiro continuam sendo acompanhadas de perto.

O governo dos EUA anunciou que a atividade econômica americana cresceu apenas 2,2% no ano passado, a menor expansão desde o 1,6% de 2002.

Problemas no chamado "subprime" (crédito de alto risco ligado ao setor de imóveis nos Estados Unidos) contribuíram para um prejuízo de US$ 11,45 bilhões no banco UBS.

Além disso, o ex-presidente do Fed Alan Greenspan afirmou ao jornal alemão "Die Zeit" que a chance de os Estados Unidos entrarem em recessão é de pelo menos 50%.

Na terça-feira (29), líderes de Reino Unido, França Alemanha e Itália, além da Comissão Européia, pediram que os bancos se tornassem mais transparentes, em relação a operações de risco. As autoridades disseram que, se as instituições financeiras não consentirem com o pedido, será necessário um regulamento público maior.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

Bovespa Fonte: Thomson Reuters

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