
(Texto atualizado com mais informações e fechamento oficial da bolsa)
Por Aluísio Alves
SÃO PAULO, 16 de maio (Reuters) - Escalada das commodities, dólar no menor nível em nove anos, expectativa de outro grau de investimento do Brasil e movimento calmo dos mercados externos. Essa pródiga combinação concorreu para a Bolsa de Valores de São Paulo fechar esta sexta-feira em nova pontuação máxima.
Com alta de 1,78 por cento, o Ibovespa <.BVSP> atingiu os 72.766 pontos, estabelecendo novo recorde, o oitavo desde que a agência Standard & Poor's elevou o rating soberano brasileiro para o primeiro degrau da faixa considerada investimento seguro. Desde então, o índice já subiu 14 por cento. O giro do pregão nesta sexta foi de 6,88 bilhões de reais.
"O mercado está trabalhando com a hipótese de que a agência Fitch também vai elevar a nota do Brasil", disse Kelly Trentin, analista de investimentos da corretora SLW.
No plano externo, o efeito negativo da queda do índice de confiança do consumidor norte-americano ao menor nível em 28 anos sobre Wall Street foi perdendo força ao longo do dia, até ser quase totalmente absorvido. O índice Dow Jones <.DJI> fechou em leve queda de 0,05 por cento.
Esse panorama foi um prato cheio para os comprados, investidores do mercado de opções que apostam na alta dos papéis. O vencimento desses contratos vence na segunda-feira.
As ações preferenciais da Petrobras <PETR4.SA>, as mais importantes do Ibovespa, subiram 2,2 por cento, a 48,15 reais, também refletindo a escalada do petróleo, cujo barril subiu para novo recorde nesta sexta-feira, acima dos 126 dólares. Na mesma mão, as preferenciais da Vale <VALE5.SA> ganharam 3,1 por cento, cotadas a 58,62 reais.
À frente delas, apareceram os papéis de outras empresas ligadas a commodities, sob liderança das preferenciais da Sadia <SDIA4.SA>, com avanço de 5,6 por cento, a 12,99 reais. Puxando a fila das siderúrgicas, os papéis preferenciais da Gerdau <GGBR4.SA> deram um salto de 5,1 por cento, a 80,04 reais.
O destaque negativo da sessão foram as ações preferenciais do Pão de Açúcar <PCAR4.SA>, liderando a ponta de baixa do índice, ao cair 4,3 por cento, a 38 reais, devolvendo boa parte dos ganhos da semana.
(Edição de Cláudia Pires)