Depois de dez recordes nos últimos dias, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) aprofundou as perdas registradas ao longo desta quarta-feira e fechou em baixa. Uma das razões foram as notícias menos otimistas divulgadas na ata do Fed (banco central norte-americano).
O Ibovespa, principal indicador do mercado brasileiro de ações, recuou 1,66%, a 72.294,80 pontos.
No câmbio, o dólar comercial
subiu 0,55% e fechou vendido a R$ 1,659, como reflexo do mau desempenho dos mercados financeiros mundiais.
O banco central dos Estados Unidos reduziu a previsão de crescimento da economia americana em 2008 e elevou a de inflação. A informação consta da
ata do Federal Reserve divulgada nesta quarta-feira.
O documento apresenta as justificativas para a decisão, tomada em 30 de abril, de baixar de 2,25% ao ano para 2% a taxa básica de juros dos EUA e dá sinais de que não deve voltar a reduzir o indicador tão em breve.
No Brasil, o IBGE anunciou que a
taxa de desemprego ficou em 8,5% em abril, número dentro do esperado por analistas. Foi o menor percentual já registrado em meses de abril.
O governo federal divulgou que houve
arrecadação recorde de impostos em abril, no valor de R$ 59,74 bilhões. Essa soma total inclui tanto os impostos e contribuições federais quanto a contribuição previdenciária.
Na comparação com abril do ano passado (R$ 53,618 bilhões, com ajuste pelo IPCA), houve aumento real de 11,44% na arrecadação total. O recolhimento apresentou elevação de 16,52% (corrigida pelo IPCA) perante março (R$ 51,282 bilhões).
A queda na Bovespa nesta quarta-feira ocorre após um contexto predominantemente positivo desde que a agência de classificação de risco Standard & Poor's anunciou que passou a considerar o Brasil grau de investimento, em 30 de abril.
Desde aquele dia, o Ibovespa bateu recorde dez vezes.
Após uma seqüência de alta das ações, a tendência é de que investidores
realizem lucros, ou seja, vendam os papéis para embolsar os ganhos recentes.
(Com informações de Reuters e Valor Online)