(Texto atualizado às 14h35)Após abrir em alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inverteu o sentido nesta manhã e passou a operar em queda nesta quinta-feira, depois de já ter caído 6% nos últimos dois dias.
Por volta das 1430h, o Ibovespa, indicador que reúne as ações mais negociadas do mercado brasileiro, recuava 1,11%, a 60.427,95 pontos (acompanhe
gráfico da Bolsa com atualização constante).
O dólar comercial avançava 0,37%, a R$ 1,609 na venda (veja quadro atualizado com a
cotação do dólar e outras moedas).
As principais
Bolsas de Valores da Ásia fecharam em baixa devido à possibilidade de estagflação na região.
Investidores em dúvidaO índice brasileiro chegou a esboçar reação na abertura, seguindo sinais positivos das Bolsas da Europa e dos Estados Unidos. Mas antes que essas praças começassem a perder força, a Bovespa já caía.
Os destaques negativos eram os papéis com maior peso na carteira teórica. "Não tem explicação fundamentalista para esse movimento. O mercado está muito sensível. Na dúvida, os investidores estão preferindo fazer caixa", disse Carlos Alberto Ribeiro, diretor da Novação Distribuidora.
Petróleo: novo recordeO
preço do petróleo continua repercutindo nas decisões dos investidores do mercado financeiro. A mercadoria negociada em Londres estabeleceu novo recorde nesta quinta, superando pela primeira vez a marca de US$ 146 o barril.
Na Europa, o
Banco Central Europeu decidiu elevar de 4% ao ano para 4,25% sua taxa básica de juros, insistindo que atuará para garantir a estabilidade dos
preços na zona do euro.
Nos Estados Unidos, foi divulgado um conjunto de dados sobre o
mercado de trabalho.
O país perdeu 62 mil vagas em junho, mas o desemprego manteve-se na mesma taxa verificada na pesquisa anterior, 5,5%. E o número de pedidos de auxílio-desemprego foi maior do que o esperado na semana passada: 404 mil, na taxa anualizada, ante expectativa de cerca de 385 mil.
(Com informações de Reuters e Valor Online)