(Texto atualizado às 16h45)A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em forte queda nesta quinta-feira, depois de já ter caído 6% nos últimos dois dias. A
cotação do dólar fechou em R$ 1,611, alta de 0,5%.
Por volta das 16h, o Ibovespa, indicador que reúne as ações mais negociadas do mercado brasileiro, recuava 2,28%, a 59.712,81 pontos (acompanhe
gráfico da Bolsa com atualização constante).
Entre as
Bolsas dos Estados Unidos, o índice Dow Jones fechou em alta e o Nasdaq, em baixa.
Os principais
mercados da Ásia encerraram em baixa devido à possibilidade de estagflação na região.
Investidores em dúvidaO índice brasileiro chegou a esboçar reação na abertura, seguindo sinais positivos das Bolsas da Europa e dos Estados Unidos. Mas logo inverteu o sentido e passou a cair.
Os destaques negativos eram os papéis com maior peso na carteira teórica. "Não tem explicação fundamentalista para esse movimento. O mercado está muito sensível. Na dúvida, os investidores estão preferindo fazer caixa", disse Carlos Alberto Ribeiro, diretor da Novação Distribuidora.
Petróleo: novo recordeO
preço do petróleo continua repercutindo nas decisões dos investidores do mercado financeiro. A mercadoria negociada em Londres estabeleceu novo recorde nesta quinta, superando pela primeira vez a marca de US$ 146 o barril.
Na Europa, o
Banco Central Europeu decidiu elevar de 4% ao ano para 4,25% sua taxa básica de juros, insistindo que atuará para garantir a estabilidade dos
preços na zona do euro.
Nos Estados Unidos, foi divulgado um conjunto de dados sobre o
mercado de trabalho.
O país perdeu 62 mil vagas em junho, mas o desemprego manteve-se na mesma taxa verificada na pesquisa anterior, 5,5%. E o número de pedidos de auxílio-desemprego foi maior do que o esperado na semana passada: 404 mil, na taxa anualizada, ante expectativa de cerca de 385 mil.
(Com informações de Reuters e Valor Online)