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07/10/2008 - 16h27

Dólar comercial dispara no fechamento e sobe a R$ 2,311, maior nível desde 2006

Da Redação
Em São Paulo
O dólar comercial encerrou os negócios desta terça-feira em forte alta de 5,05%, cotado a R$ 2,311 para venda. Este é o maior patamar desde 31 de maio de 2006. O avanço da moeda ficou mais forte ao final da sessão, após o presidente do banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, dizer que a taxa de juros do país pode cair.

Contribuiu também para a disparada do dólar a afirmação da porta-voz da Casa Branca dos Estados Unidos, Dana Perino, de que crise financeira já afeta o Brasil.

Segundo ela, muitos países emergentes já sofrem os reflexos do problema financeiro norte-americano e, portanto, medidas precisam ser tomadas em todo o mundo.

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Nesta terça-feira, os países começaram a articular planos para conter o avanço da crise. O Fed anunciou o calendário de leilões por meio dos quais injetará pelo menos US$ 450 bilhões no setor financeiro.

O BC dos EUA também divulgou que vai adquirir grandes quantias de dívida de curto prazo, em uma intervenção sem precedentes, para reativar os mercados financeiros.

A União Européia anunciou uma ação conjunta dos países que compõem o grupo para evitar a quebradeira geral dos bancos. Entre as medidas, será elevada a garantia dos depósitos bancários no grupo de 20 mil euros para até 100 mil euros.

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O Banco Central da Austrália anunciou o corte na taxa de juros do país em um ponto percentual, para 6% ao ano, para reagir à piora das previsões de crescimento econômico mundial e ao aumento dos custos de financiamento das sociedades bancárias.

O governo britânico discute com instituições financeiras a possibilidade de uma injeção de recursos públicos. Fontes dizem que três grandes bancos, Royal Bank of Scotland, Lloyds TSB e Barclays, estavam em busca de 15 bilhões de libras (US$ 26 bilhões) cada para ajudá-los a enfrentar a crise global.

Um relatório divulgado nesta terça-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) sugere que o pior da atual crise financeira global ainda está por vir.

No Brasil, o Banco Central e o Ministério da Fazenda anunciaram ações para evitar que os problemas financeiros norte-americanos reflitam no Brasil. Entre as medidas, estão o aumento do limite da dedução de compulsórios para R$ 300 milhões, a disponibilização de R$ 24 bilhões exclusivos para a compra de carteira de bancos menores e ampliação da linha de crédito para exportações em R$ 5 bilhões.

(Com informações de AFP, Efe e Reuters)

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