Os
leilões do Banco Central realizados na manhã desta quarta-feira surtiram efeito e o dólar comercial fechou as negociações em baixa de 0,74%, cotado a R$ 2,294 para venda. A queda interrompe uma seqüência de cinco altas consecutivas da moeda.
O Banco Central fez dois leilões nesta quarta-feira. Foram vendidos dólares, com compromisso de compra, no total de US$ 1,7 bilhão, e houve operações de "swap" cambial (contratos que trocam o rendimento em juros pela oscilação do dólar), no valor de cerca de US$ 2,7 bilhões.
As taxas de corte dos dois leilões foram de R$ 2,4485 e R$ 2,3700. Os dólares vendidos pelo BC fazem parte das reservas internacionais que somam mais de US$ 200 bilhões.
 Bancos centrais trabalham para amenizar a crise em seus países |
 Há quem se desespere frente à queda drástica das Bolsas |
 Outros lamentam, sentam e esperam |
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Com a forte variação dos preços no mercado financeiro, as operações do
Tesouro Direto foram suspensas.
O desespero dos investidores tomou conta dos mercados financeiros pelo quinto dia seguido, apesar dos esforços de governos de vários países para amenizar a crise.
Os bancos centrais dos Estados Unidos, Europa e Inglaterra anunciaram corte de 0,5 ponto percentual em suas taxas de juros. Em Hong Kong, a redução, de 1 ponto, foi a maior da década no território, o que não impediu a Bolsa local de fechar em baixa de mais de 8%.
Mas o próprio Federal Reserve (banco central dos EUA) duvida da eficácia das medidas. "As mudanças de política monetária podem afetar a atividade econômica real, como a taxa de desemprego ou o crescimento da produção, mas só temporariamente e com um grande nível de incerteza sobre sua data de efeito e a amplitude deste", afirmou Charles Plosser, presidente da unidade da Filadélfia do Fed.
Economia realO Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que prevê uma forte freada no crescimento da
economia mundial em 2008 e 2009. Para os
Estados Unidos, a projeção de crescimento baixou para 0,1%. Para a
América Latina, a expectativa é de uma expansão de 4,6%.
Na
zona do euro, o PIB encolheu 0,2% no segundo trimestre em relação aos três meses imediatamente anteriores, segundo estimativas do Eurostatem.
O
Fórum Econômico Mundial, ao contrário do FMI, está mais otimista e prevê que as sólidas bases da economia americana permitirão sua recuperação após a crise financeira.
O Reino Unido anunciou um plano interno de
ajuda ao setor bancário que vai custar 50 bilhões de libras (equivalente a US$ 90 bilhões). Mas o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, defendeu um
plano europeu de socorro ao sistema financeiro.
(Com informações de AFP, Agência Brasil, Reuters e Valor Online)