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08/10/2008 - 16h37

Após leilões de venda de moeda do BC, dólar recua e vai a R$ 2,294

Da Redação
Em São Paulo
Os leilões do Banco Central realizados na manhã desta quarta-feira surtiram efeito e o dólar comercial fechou as negociações em baixa de 0,74%, cotado a R$ 2,294 para venda. A queda interrompe uma seqüência de cinco altas consecutivas da moeda.

O Banco Central fez dois leilões nesta quarta-feira. Foram vendidos dólares, com compromisso de compra, no total de US$ 1,7 bilhão, e houve operações de "swap" cambial (contratos que trocam o rendimento em juros pela oscilação do dólar), no valor de cerca de US$ 2,7 bilhões.

As taxas de corte dos dois leilões foram de R$ 2,4485 e R$ 2,3700. Os dólares vendidos pelo BC fazem parte das reservas internacionais que somam mais de US$ 200 bilhões.

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Com a forte variação dos preços no mercado financeiro, as operações do Tesouro Direto foram suspensas.

O desespero dos investidores tomou conta dos mercados financeiros pelo quinto dia seguido, apesar dos esforços de governos de vários países para amenizar a crise.

Os bancos centrais dos Estados Unidos, Europa e Inglaterra anunciaram corte de 0,5 ponto percentual em suas taxas de juros. Em Hong Kong, a redução, de 1 ponto, foi a maior da década no território, o que não impediu a Bolsa local de fechar em baixa de mais de 8%.

Mas o próprio Federal Reserve (banco central dos EUA) duvida da eficácia das medidas. "As mudanças de política monetária podem afetar a atividade econômica real, como a taxa de desemprego ou o crescimento da produção, mas só temporariamente e com um grande nível de incerteza sobre sua data de efeito e a amplitude deste", afirmou Charles Plosser, presidente da unidade da Filadélfia do Fed.

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Economia real
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que prevê uma forte freada no crescimento da economia mundial em 2008 e 2009. Para os Estados Unidos, a projeção de crescimento baixou para 0,1%. Para a América Latina, a expectativa é de uma expansão de 4,6%.

Na zona do euro, o PIB encolheu 0,2% no segundo trimestre em relação aos três meses imediatamente anteriores, segundo estimativas do Eurostatem.

O Fórum Econômico Mundial, ao contrário do FMI, está mais otimista e prevê que as sólidas bases da economia americana permitirão sua recuperação após a crise financeira.

O Reino Unido anunciou um plano interno de ajuda ao setor bancário que vai custar 50 bilhões de libras (equivalente a US$ 90 bilhões). Mas o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, defendeu um plano europeu de socorro ao sistema financeiro.

(Com informações de AFP, Agência Brasil, Reuters e Valor Online)

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