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09/10/2008 - 09h57

Leilão surte efeito e dólar opera em forte queda

Da Redação
Em São Paulo
Texto atualizado às 14h51

O dólar comercial opera em forte queda nesta quinta-feira, em reflexo ao novo leilão de dólar no mercado à vista que o Banco Central realizou nesta manhã.

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Às 14h50, a moeda americana despencava 5,58%, a R$ 2,166 na venda (veja quadro com a cotação do dólar).

Depois de ter realizado três leilões ontem, o BC optou por realizar nova operação nesta quinta-feira. A venda direta foi a uma taxa de R$ 2,17, menor que as três taxas obtidas nos leilões de ontem, de R$ 2,44, R$ 2,37 e R$2,35.

O BC não informa os valores que colocou no mercado. Desde 13 de março de 2003, início do governo Lula, o BC não fazia esse tipo de venda direta. Nesse tipo de operação, a moeda norte-americana efetivamente sai das reservas e passa às mãos dos compradores.

Segundo analistas, os investidores tendem a aguardar reuniões de autoridades mundiais que ocorrerão neste fim de semana.

"Os mercados continuam céticos quanto à coordenação internacional para resolver os problemas do sistema financeiro", afirmaram os economistas do Barclays Capital em uma nota a seus clientes, dando a entender que as Bolsas mundiais continuarão voláteis nos próximos dias.

O fim de semana se anuncia carregado em Washington: os responsáveis do G7 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão) se reúnem sexta-feira para discutir como "reforçar seus esforços coletivos diante da crise", segundo Paulson.

Washington receberá também a partir de sábado reuniões do Grupo dos 20, que reúne ministros e banqueiros centrais dos principais países ricos e emergentes, e as reuniões autônomas do FMI e do Banco Mundial.

O jornal britânico "Financial Times" publicou em seu site, nesta quinta-feira, reportagem dizendo que o Brasil tende a sair "relativamente ileso" da crise.

Mais medidas
Bélgica, França e Luxemburgo decidiram dar garantias ao banco franco-belga em dificuldades Dexia, para que possa pegar dinheiro emprestado nos mercados, depois de ter nacionalizado parcialmente a empresa na semana passada.

Na Islândia, o Estado assumiu o controle do maior banco do país. Com esta nacionalização, do banco Kaupthing, os três grandes estabelecimentos bancários da ilha, em meio a uma grave crise financeira, continuam sob controle governamental.

Os negócios na Bolsa de Reykjavik, afetadas pela crise no setor financeiro da Islândia, foram suspensas até 13 de outubro.

A Irlanda anunciou que estendeu sua garantia total sobre os depósitos bancários a cinco bancos estrangeiros com amplas atividades no país, conforme anunciou nesta quinta-feira o ministério irlandês das Finanças.

Sem solução imediata
"Não existem soluções imediatas nem fáceis para a crise financeira internacional", disse nesta quinta-feira o comissário europeu dos Assuntos econômicos e monetários, Joaquin Almunia.

Ontem, o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, previu que "algumas instituições financeiras vão quebrar nos EUA" em breve. Ele pediu paciência diante das turbulências nos mercados "que não vão passar rapidamente".

"Calma!", lançou aos investidores o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, que vê na redução conjunta das taxas de juros "um sinal de confiança ao mercado". "O pessimismo é um mau conselheiro", destacou.

(Com informações de AFP e Reuters)

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