(Texto atualizado às 17h30)A cotação do dólar comercial subiu 2,88% nesta quarta-feira e fechou a R$ 2,289 na venda. Foi o terceiro pregão seguido de alta. Desde segunda-feira (dia 10), a moeda avançou 5,92%. No ano, a alta acumulada é de 28,21%.
O Banco Central realizou nesta quarta
três leilões de dólar, sendo dois de "swap" cambial, que equivalem a uma venda de moeda no mercado futuro, e um à vista, com a queima das reservas internacionais. No primeiro, a instituição vendeu o correspondente a US$ 495,2 milhões. No segundo, foram vendidos todos os 10 mil contratos ofertados, somando US$ 497,9 milhões. E no à vista, foram vendidos cerca de US$ 350 milhões.
A valorização do dólar refletiu o pessimismo no cenário externo e a queda na Bolsa de Valores de São Paulo. "Lá fora, o medo (da recessão) continua. Isso pesou muito no mercado financeiro", avaliou Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do banco Paulista.
Rodrigues observou que a grande procura pelos contratos de "swap" cambial nos leilões pode refletir uma zeragem de posições vendidas que algumas empresas ainda sustentavam no mercado futuro de dólar.
Na primeira semana de novembro, o
fluxo cambial (diferença entre entrada e saída de dólares do país) ficou negativo em US$ 656 milhões.
O diretor de câmbio de uma corretora em São Paulo que preferiu não ser identificado avaliou que esse novo dado também contribuiu para o avanço do dólar. Ele também apontou o baixo volume de negócios no mercado de câmbio pela terceira sessão consecutiva.
PessimismoO pessimismo dos investidores aumentou após um conjunto de notícias.
O balanço trimestral da Petrobras não foi bem recebido por analistas, o que levou a uma forte queda dos papéis da empresa. A corretora Credit Suisse
rebaixou a recomendação das ações da estatal.
Nos Estados Unidos, a gigante do varejo Best Buy disse que reduziu sua previsão de lucro para o ano fiscal de 2009. E o vice-presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Donald Kohn, afirmou que podem ser necessárias novas ações para estabilizar os mercados financeiros.
O banco central britânico disse que o Reino Unido já
vive uma recessão.
(Com informações de Efe e Reuters)