O Ibovespa, indicador de referência da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), encerrou a sessão desta sexta-feira em queda de 0,57%, a 35.789,1 pontos. Em uma semana, o mercado de ações brasileiro perdeu 2,39% e no ano, acumula prejuízo de 43,98%.
O
dólar comercial fechou em queda forte de 4,42%, cotado a R$ 2,271 na venda, interrompendo uma sessão de quatro altas consecutivas. Apesar do tombo no dia, a moeda norte-americana terminou a semana com alta acumulada de 5,09%. No ano, a valorização da moeda, chega a 27,8%.
Contribuiu negativamente para o pregão de hoje a confirmação de recessão na
zona do euro e as notícias ruins vindas dos Estados Unidos.
As
vendas no varejo dos Estados Unidos sofreram uma queda recorde de 2,8% em outubro, para um total de US$ 363,7 bilhões, de acordo com dados ajustados sazonalmente. Essa foi a maior queda desde que a série começou a ser feita, em 1992, informou o Departamento de Comércio.
A presidente do Federal Reserve de Cleveland, Sandra Pianalto, disse que os Estados Unidos estavam em
recessão e que seu final estava ainda muito distante. Para ela, a duração e a gravidade deste cenário dependerá da recuperação do mercado de crédito.
O PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro encolheu 0,2% no terceiro trimestre deste ano, repetindo o desempenho obtido no período de abril a junho. A contração econômica por dois trimestres seguidos configura uma situação de recessão, segundo muitos economistas.
Os preços permaneceram estáveis na
Eurozona em outubro, o que deixou a taxa anualizada de inflação em 3,2%, 0,4 ponto percentual a menos que em setembro e seu ponto mais baixo desde janeiro.
Depois de ver as vendas de carros caírem 14,1% em outubro, a montadora francesa Renault planeja
cortar ainda mais sua produção para reduzir estoques de carros não vendidos até o final de 2008. A idéia é trazer o estoque para o mesmo nível do final do ano passado.
Na Ásia,
Hong Kong entrou em recessão no terceiro trimestre de 2008 com um retrocesso do PIB de 0,5%, que se une à contração de 1,4% registrada no trimestre anterior.
No Brasil, por conta da crise, os fabricantes de autopeças já começaram a
demitir funcionários nas fábricas de São Paulo. A TRW, uma das maiores fornecedoras de componentes do Brasil, demitiu 89 empregados esta semana na sua principal fábrica, em Limeira (SP) por conta da queda nas exportações, principalmente para os Estados Unidos.
MercadosAs principais
Bolsas européias fecharam o pregão em alta, apesar da recessão confirmada na zona do euro.
O índice de Londres subiu 1,53%, em Paris, a Bolsa francesa avançou 0,67%, e aa Espanha, a Bolsa de Madri avançou 1,05%.
Na
Ásia, os mercados subiram, recuperando parte das perdas registradas ao longo da semana, mas a cautela prevaleceu antes do encontro dos líderes do G20 no fim de semana.
O índice Nikkei de Tóquio avançou 2,72%, a Bolsa de Xangai subiu 3,05% e o índice de Hong Kong teve valorização de 2,43%.
(Com informações de Efe, Reuters e Valor Online)