(Texto atualizado às 17h39)A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) completou nesta sexta-feira a nona semana seguida de alta e fechou aos 51.395,99 pontos. O mercado brasileiro de ações subiu 2,67% no dia, acumulando alta de 8,68% na semana e de 36,87% no ano.
A
cotação do dólar comercial, ao recuar mais de 5% desde segunda-feira (4), teve sua maior queda semanal desde setembro e fechou em R$ 2,071 na venda. O Banco Central fez leilão de compra de dólares à vista pela primeira vez desde setembro.
"O que acontece é uma antecipação da melhora (da situação global). Os investidores entram agora para buscar rentabilidade (no futuro)", avaliou durante o pregão Marcos Trabbold, operador de câmbio da B&T Corretora.
"Mas de resolvido lá fora, não tem nada ainda. O cenário ainda é negativo", acrescentou.
O governo dos Estados Unidos divulgou na noite de quinta-feira (7) os resultados do teste de estresse (verificação da capacidade de resistência a uma piora do conário econômico) feito nos 19 maiores bancos do país.
Segundo a avaliação, as instituições financeiras estudadas precisarão levantar quase US$ 75 bilhões no mercado, mas nenhuma delas corre risco de insolvência.
Nesta sexta-feira, quando a Bovespa já operava em alta, o Citigroup anunciou que elegeu o mercado brasileiro como a melhor escolha da América Latina, e elevou de 55 mil para 60 mil pontos sua previsão de alta do Ibovespa, o principal indicador de ações do país.
O Citigroup ainda elevou a recomendação para as ações brasileiras, passando de "neutra" para "overweight" (acima da média). devido à melhora das perspectivas para a taxa de juros e para a moeda doméstica e devido à recuperação das economias globais.
Nos EUA, o Departamento do Trabalho divulgou pesquisa mostrando que a taxa de desemprego subiu de 8,5% em março para 8,9% em abril, dado previsto por economistas, e o número de postos de trabalho fechados foi de 539 mil no quarto mês do ano, menos que os 699 mil de março.
(Com informações da Reuters)