Depois de quatro sessões em queda, a cotação do dólar comercial subiu 0,44% nesta terça-feira, a R$ 2,068 na venda. No mês, a moeda acumula queda de 5,22%; no ano, de 11,36%.
Apesar da alta, o Banco Central optou por fazer novo leilão de compra de dólares no final dos negócios. A taxa de corte da operação ficou em R$ 2,0678. Segundo analistas, o BC está antecipando uma tendência de desvalorização da moeda.
"Existe uma tendência, pelo menos de curto prazo, de forte de queda (do dólar). Mercado lá fora tem mostrado que chegou num ponto pelo menos de estabilidade", diz Francisco Carvalho, gerente de câmbio da Corretora Liquidez, mencionando a forte entrada de recursos no país recentemente.
Com o leilão de compra, o BC tem o objetivo de reduzir a oferta de moeda no mercado e assim, elevar seu preço, com medo que a cotação muito baixa comece a prejudicar os exportadores.
O movimento do dólar nesta terça-feira acompanhou a queda das Bolsas no mundo. Entre as principais notícias do dia, o FMI (Fundo Monetário Internacional) pediu que os bancos europeus passem por um
teste de estresse similar ao realizado nos Estados Unidos.
No Brasil, o
emprego na indústria caiu 5% em março comparado a igual mês de 2008 e atingiu a maior queda anual desde 2001.
(Com informações de Reuters e Valor Online)