(Texto atualizado às 17h57)A cotação do dólar comercial caiu 1,59% nesta terça-feira, a R$ 1,923 na venda, completando o oitavo dia consecutivo de desvalorização. É o menor valor desde 30 de setembro de 2008, quando fechou em R$ 1,906. Desde 2 de março, quando alcançou R$ 2,443 na cotação máxima do ano, o dólar já despencou 21,3%. No ano, a baixa é de 17,57%.
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Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 0,89%, aos 53.999,52 pontos. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, interrompeu uma série de três altas seguidas, mas ainda acumula ganhos de 44% no ano.
Pelo 17º dia consecutivo, o Banco Central entrou no mercado comprando dólares à vista, mas, novamente, não conseguiu brecar a queda da moeda. A instituição vem realizando desde 8 de maio leilões de compra de dólar.
A desvalorização pode ser explicada pela abundância de recursos estrangeiros que tem entrado no Brasil via mercado de ações. Segundo dados disponibilizados hoje pela Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), no acumulado de maio até o dia 28, as compras na Bolsa brasileira ultrapassavam as vendas em R$ 6,1 bilhões, superando, assim, os R$ 6 bilhões captados em abril de 2008, mês no qual o Brasil recebeu a classificação de grau de investimento.
No acumulado de janeiro até os 28 primeiros dias de maio, o saldo acumulado passou dos R$ 11,2 bilhões, um recorde histórico.
Quanto mais estrangeiros compram ações no Brasil, mas dólares eles trazem para o país. Quanto maior a quantidade de moeda disponível, menor é sua cotação.
"Essa baixa do dólar é por conta de fluxo (de entrada). A gente tem visto bons números mostrando que mais dólares têm entrado no país e isso tem feito a moeda (dos EUA) cair", disse Clodoir Vieira, economista-chefe da Corretora Souza Barros.
Outra forma de chegada de dólares no país é por meio do comércio exterior. Conforme dados do ministério do Desenvolvimento, a balança comercial brasileira encerrou maio com saldo positivo de US$ 2,651 bilhões, resultado de exportações de US$ 11,985 bilhões e importações de US$ 9,334 bilhões.
(Com informações de Reuters e Valor Online)