A cotação do dólar comercial encerrou esta quinta-feira em alta de 1,14%, a R$ 1,952 na venda, interrompendo dois dias seguidos de baixa. Apesar da valorização no dia, a moeda ainda tem perda acumulada de 16,33% no ano.
O Banco Central interveio no mercado de câmbio mais uma vez e comprou dólares. A taxa aceita no leilão ficou em R$ 1,9525.
A queda do dólar refletiu a piora no desempenho das Bolsas no mundo depois que os Estados Unidos divulgaram dados sobre
o mercado de trabalho. O número de norte-americanos que perdeu o emprego no país em junho atingiu 467 mil, elevando o total de desempregados para 14,7 milhões. A taxa de desemprego alcançou 9,5%, o maior nível em 26 anos.
Também contribui para o cenário a notícia de que o desemprego na
zona do euro subiu para 9,5% em maio para o maior nível dos últimos 10 anos.
Além de dados alarmantes da economia, o gerente de mesa de tesouraria do Banco Prosper, Jorge Knauer, explica que a atuação do BC com a compra constante de dólares no mercado à vista tem limitado a especulação com a moeda norte-americana.
"Com a atuação consistente do BC, menos especuladores aceitam o risco de ficar com posições vendidas (aposta na queda da cotação) e acaba travando um pouco a baixa do dólar", diz.
(Com informações da Reuters)