Dólar, cartão ou traveller check: o que é melhor levar na hora de viajar para o exterior

Sophia Camargo

Dólar, cartão de crédito, cartão de débito ou cheque? O que é melhor levar na hora de viajar para o exterior? Quem pretende viajar para fora do país precisa programar não apenas os roteiros turísticos, mas também como vai pagar as despesas durante a viagem.

Dinheiro vivo, em especial o dólar americano, costuma ser o meio mais usado pelos viajantes, pela facilidade de manuseio. É importante levar também um pouco de moeda local, como euro, na Europa, ou dólar canadense, se for para o Canadá, para não perder dinheiro tendo de trocar dólares americanos pela moeda do país.
 


A principal desvantagem do papel-moeda, claro, é a insegurança. Se o turista for roubado, não terá mais com que pagar suas compras. É por isso que é aconselhável também escolher outros meios de pagamento como cartão de crédito, débito ou traveller check.

Lugar define o que levar
Para Jefferson Santos, diretor comercial da Princess Travel, que opera viagens para o Oriente, a recomendação é que o turista se informe com antecedência sobre o lugar para onde vai porque, dependendo da região, não será fácil trabalhar com os cartões.

"Recomendo aos meus clientes que levem dólares americanos e um pouco de travellers checks. Os cartões de débito ainda não são bem difundidos em locais como o interior de países como China ou Índia. Se a viagem for para centros cosmopolitas como Hong Kong, Japão ou Cingapura, os cartões são funcionais. Mas se a viagem for para Jaipur, por exemplo, a história muda de figura."

Não leve só dinheiro
O diretor comercial da casa de câmbio Fitta, Luiz Ramos, conta que sempre recomenda aos seus clientes que levem cerca de 20% em dinheiro do país para onde irão viajar. "Para pagar as despesas miúdas como táxi, por exemplo".

A maior parte do dinheiro a ser gasto, porém, ele recomenda que seja disponibilizado via cartão de débito pré-pago, que permite ao viajante pagar despesas e sacar dinheiro em moeda local do país. "É mais seguro", acredita.

Cartão de débito: gasto com limite
Ramos diz que o cartão de débito para viagem ainda não é muito conhecido do público, mas vem se popularizando com grande velocidade. Operado pela bandeira Visa, o cartão permite que a pessoa estipule o gasto que pretende ter, carregue o cartão e depois vá sacando os valores conforme a necessidade. O cartão pode ser carregado em dólares, euros ou libras.

Se as despesas forem pagas diretamente no cartão, não há cobrança de taxas, mas para cada saque efetuado o turista irá desembolsar £ 1,70, US$ 2,50 ou € 2,50, dependendo da moeda na qual o cartão foi carregado.

Para Ramos, a principal vantagem do cartão é que o turista pode sacar no caixa eletrônico a moeda do país em que está, sem necessidade de recorrer a uma casa de câmbio. A desvantagem é que, se o dinheiro acabar antes da hora, o viajante terá de pedir a um parente que recarregue o cartão no Brasil.

Cartão de crédito: IOF mais caro
O cartão de crédito é um meio de pagamento bem mais utilizado, mas que embute um custo maior para o viajante em relação ao cartão de débito ou à compra de moeda ou travellers checks.

É que as operações com cartão de crédito são tributadas com uma alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 2,38%, enquanto a compra de dólar, traveller check ou saques pelo cartão de débito pagam 0,38%. Outra desvantagem do cartão é que o turista não pode escolher o valor do dólar que vai pagar, já que a conversão do câmbio é feita na data de pagamento do cartão.

Traveller checks: seguros
Os travellers checks ou cheques de viagem ainda são bastante conhecidos e seguros, pois contam com seguro contra roubo, perda ou extravio que permite o reembolso ao turista em até 24 horas. No entanto, perdem em praticidade para os cartões. "Não comercializamos travellers checks há três anos", diz Ramos.

Sobrou dinheiro?
Como todos os meios de pagamento apresentam vantagens e desvantagens, o ideal é ter todos à disposição. Não se preocupe se sobrar algum dinheiro no final da viagem. As instituições que venderam o papel-moeda, traveller check ou cartão de débito também costumam recomprar, só que a preços menores do que venderam.

Se quiser guardar a sobra para a próxima viagem, saiba que o cartão de débito tem prazo de validade de 3 anos, e o saldo remanescente pode ser repassado para outro cartão. Quanto aos cheques de viagem e dinheiro não têm prazo de validade e podem ser utilizados sempre que preciso.

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