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IPI menor para carros está acabando; vale a pena comprar agora?

Anne Dias

Na quarta-feira (31) termina a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos. O IPI volta a ser de 7% (até agora é de 3%). Os carros, portanto, estão 2% mais baratos.

A dúvida é: vale a pena sair correndo para comprar um carro?

É preciso ter cautela. Até o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sergio Reze, afirma que a pressa pode prejudicar o próprio consumidor.

"O ideal é comprar quando precisa do carro. Na pressa, o consumidor pode não encontrar o que quer e acabar levando um veículo qualquer", diz Reze.

Fazer dívida ou entrar em financiamento não é o melhor caminho.

Segundo Reze, apenas 15% dos compradores pagam o carro à vista. "Não é preciso se endividar só para aproveitar uma redução de 2% num carro", afirma.

O consultor financeiro Leandro Martins é da mesma opinião. "Só vale a pena para quem realmente já se planejou."

Para ele, é preciso ficar atento aos financiamentos de carro, principalmente se você está pensando em aproveitar o desconto com a redução do IPI.

"Os juros no Brasil ainda são muito altos, apesar do desconto do IPI. O custo total pode ser equivalente a dois veículos", diz Martins.

Agora, se você se planejou e quer aproveitar a redução do IPI, o ideal é pagar a maior entrada possível e ficar com o menor número de parcelas.

"Com isso o consumidor conseguirá ter a menor taxa. Normalmente os juros aumentam com quantidade maior de parcelas", afirma Martins.

Vendas em alta

É certo que muita gente comprou mais carro. Segundo a Fenabrave, 220 mil veículos foram emplacados em 15 dias só neste mês. Esse número representa um aumento de quase 10,5% sobre o mesmo período do ano passado.

"Mas não foi só a redução do IPI que impulsionou o comércio de carros. Os bancos voltaram a facilitar os financiamentos, e isso ajudou muito", afirma Reze.

Juros zero

Comprando agora ou mais para frente, fique atento aos juros cobrados. Segundo o consultor financeiro Leandro Martins, não existe taxa zero.

"Há taxa de cadastro e IOF (Imposto sobre Operação Financeira), que tem alíquota de 3,38%. Um financiamento pode chegar facilmente a 1% ao mês", diz.

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