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É preciso ter todo tipo de seguro? Veja o que dizem os consultores financeiros

Anne Dias

Hoje em dia você pode colocar qualquer coisa no seguro: de um quadro feito pela sua mãe aos seus cabelos. Há no mercado um sem-número de seguros, como o de carro, residência, vida, cartão de crédito e celular.

Mas será que você precisa de todos eles? Como saber qual seguro é o melhor para sua realidade? Consultores financeiros dizem que o melhor é analisar o risco que o bem corre e o valor desse bem.

Dicas para escolher o seguro

Tipo de seguro Recomendação
Carro O ideal é que o custo anual não passe de 10% do valor do veículo
Residência Observe se a seguradora oferece serviço extra, como chaveiro e encanador
Celular e cartão de crédito Só vale a pena para quem perde celular ou cartão o tempo todo
Vida Só funciona para quem tem descendentes e se preocupa com o padrão de vida deles
  • Fontes: consultores financeiros

A conta é simples. Um carro em São Paulo, por exemplo: corre o risco de ser roubado ou levado pela enchente. "Se não der para pagar o seguro de um carro numa cidade grande, é melhor não ter carro", diz a consultora financeira Marcia Dessen, sócia da BMI.

E se você mora numa cidade pequena? "Se não há grande possibilidade de perder o bem nem de ele sofrer um dano, não há motivo para fazer seguro", afirma o administrador de empresas Leandro Martins, professor da investeducar.

Outros seguros que as empresas oferecem com bastante facilidade são os de cartão de crédito e celular.

Um cartão de crédito pode cobrar R$ 5 por mês pelo serviço. E o seguro de um celular de R$ 500 pode sair por R$ 10 por mês.

"Ambos seguros são caros e só valem a pena se o consumidor vive perdendo o celular ou esquecendo o cartão nas lojas", diz o consultor de finanças pessoais Valter Police Junior.

Seguro de residência é uma boa alternativa. "Não custa tanto e pode vir com alguns serviços interessantes, como o de chaveiro", afirma Police Junior.

Outro seguro que os especialistas pedem para que o consumidor tenha cuidado é o de vida. Sim, ele é um bom produto. "Desde que o consumidor tenha dependentes. Se ele tiver filhos e quiser manter o padrão de vida da família quando morrer, é bom ter um seguro", diz o consultor.

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