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Investimentos

07/12/2007 11h34

Banco do Brasil: o que dizem os analistas

Sophia Camargo
Na próxima terça-feira, dia 11, encerra-se o prazo de reserva para um novo lote de ações oferecido pelo Banco do Brasil. A negociação na Bovespa está prevista para começar no dia 17 de dezembro.

Veja os prós e os contras do investimento, segundo analistas:

Vantagens

O Banco do Brasil desperta fortes emoções. É um "ame-o ou deixe-o" generalizado. Como pontos favoráveis, Flávio Lemos, diretor da Trader Brasil Escola de Investidores, cita o fato de o banco ser uma empresa sólida, que dá lucro. Para ele, a principal vantagem do Banco do Brasil é o fato de ser, atualmente, o mais barato entre os quatro grandes (Bradesco, Itaú e Unibanco). Já o professor Rafael Paschoarelli, da FEA-USP, credita como altamente positiva a nova atitude do banco, mais aguerrida, disputando mercados e clientes. "O banco abandonou a postura de tirador de pedidos e agora está partindo para uma segmentação mais forte, o que é positivo para o investidor, pois mostra que o banco está atrás do lucro."

Riscos
Os analistas concordam, porém, que o maior problema do Banco do Brasil é o fato de ele ser uma estatal. "Por este motivo, o banco tem políticos e não funcionários de carreira em algumas posições-chave", ressalta o professor Paschoarelli. Luiz Gustavo Medina, da M2 Investimentos, resume a situação: "O Banco do Brasil une o ótimo ao péssimo. A grande vantagem é que ele é um banco, o que é o melhor negócio do mundo. O pior problema é que é um banco estatal, sujeito a políticas que nada têm a ver com lucratividade.

O analista brinca que quem dorme sócio do BB, dorme sócio do governo. "Se, por pressões políticas, o governo decidir que deve perdoar toda a dívida rural, é um risco que se corre. Quando um banco perdoa dívidas é prejuízo na veia do acionista."


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