Para quem quer investir em imóveis mas não quer ter dor de cabeça com a administração nem tem valores muito altos para investir na compra de uma casa, uma saída podem ser os fundos imobiliários.
Estes fundos são constituídos como "condomínios fechados", divididos em cotas que depois de adquiridas não podem ser resgatadas. Por isso, também é considerado um investimento de menor liquidez.
O patrimônio de um fundo imobiliário pode ser composto de imóveis comerciais, residenciais, rurais ou urbanos, construídos ou em construção, para posterior alienação, locação ou arrendamento.
Quando se investe em fundos imobiliários, não há necessidade de ter preocupação com pagamento de condomínio, IPTU, taxa de inadimplência. Tudo isso está a cargo da administradora do fundo.
As instituições financeiras administradoras dos fundos são obrigadas a manter, no mínimo, 75% do patrimônio do fundo em bens e direitos imobiliários, sendo que os 25% restantes deverão estar aplicados em títulos de renda fixa. Além disso, 95% do resultado líquido obtido pelo fundo deverão ser distribuídos ao cotista.
As cotas são valores mobiliários que podem ser negociados (comprados ou vendidos) na Bovespa ou Soma. Somente através da negociação da cota é possível se desfazer do ativo e reaver o dinheiro investido.
Segundo Rodrigo Machado, diretor da Brazilian Mortgages, maior administradora deste tipo de fundos do País, as taxas de administração para este tipo de fundo estão por volta de 0,3% ao ano. "Se o investidor quiser diversificar, basta adquirir cotas de fundos diferentes", explica.
Segundo Machado, a rentabilidade desse tipo de investimento está em torno de 9% ao ano. Vale lembrar que o rendimento destes fundos é isento de Imposto de Renda, o que faz uma grande diferença em relação à rentabilidade, já que todos os demais investimentos em fundos, seja de ações ou renda fixa, pagam Imposto de Renda.