O executivo Felipe Vaz, gerente de investimentos do Banco Real, ainda espera intensa volatidade no mercado de ações. Para fugir do sobe-e-desce, Vaz vê como uma boa alternativa os investimentos ligados a taxas de juros, como CDB. "Aconselho o pós-fixado, pois, como o mercado já precificou a queda da taxa de juros, o investidor não deverá obter taxas muito altas com este papel."
Para o investidor com alguma tolerância a risco, Vaz sugere a manutenção de 65% dos investimentos em fundos de renda fixa e 25% em investimentos de capital protegido. "São fundos que garantem ao investidor no mínino o valor investido, mas que dão a ele a possibilidade de aproveitar uma eventual recuperação da Bolsa.
Vaz conta que no último fundo lançado pela instituição que representa, o investidor obtinha 100% do lucro se a Bolsa subisse até 40%. Se a alta ultrapasse esse limite, o investidor ganharia uma taxa prefixada. Se a Bolsa caísse até 20%, o investidor também ganhava. Na pior das hipóteses, se a Bolsa tivesse uma rentabilidade negativa abaixo de 20%, ainda assim o investidor teria garantido o seu capital investido, sem correção.
Onde investir em 2009
Para quem aceita um pouco de risco
De olho nos fundos multimercados
Sob o signo da renda fixa
Mande sua dúvida sobre investimentosVaz sugere direcionar os restantes 10% do patrimônio diretamente para o mercado de ações, na forma de fundos ou formação de carteira própria. "É uma composição de carteira não muito arrojada, mas adequada para este cenário de turbulência."
Para o dólar, o executivo não recomenda a compra como forma de investimento, mas apenas se for ter algum tipo de despesa na moeda norte-americana como viagens ou estudo no exterior.
O investimento em imóveis deve ser feito com bastante cuidado, procurando diluir o risco. "É melhor ter dez casas de cinqüenta mil reais do que apenas uma de quinhentos mil", aconselha. "Vale como alternativa numa parte do patrimônio."