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26/02/2009 08h00

Perdeu o emprego? Reorganize suas finanças

Sophia Camargo
A perda do emprego é sempre um acontecimento traumático, mas também é um bom momento para reorganizar a vida em todos os níveis, e, principalmente, as finanças. "Essa é hora de colocar o pé no chão", lembra o professor da FGV e da PUC-SP Fabio Gallo.

Quem nunca se preocupou com as finanças da casa e está desempregado, forçosamente terá de fazer as contas e reduzir os gastos. Um plano de emergência para quem ficou desempregado consiste em aliar quatro itens: ser previdente, pedir ajudar aos amigos para se recolocar no mercado, ser muito organizado e promover ajustes no orçamento.

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Para fazer estes ajustes, uma maneira bem simples elaborada pelo professor Fábio Gallo consiste em dividir as despesas em uma escala de prioridades: A, B, C e D.

Essencial e Básico
A primeira linha, A, é também a mais importante, pois trata-se do item Alimentação. Nesse quesito, deve-se contabilizar os gastos essenciais com alimentação e retirar tudo o que é supérfluo. Não vale considerar chocolate belga ou patê importado como gastos essenciais... É o arroz e feijão, a fruta e o leite.

No item B, de Básico, põem-se na ponta do lápis todos os gastos com a manutenção da casa: conta de luz, de água, IPTU, escola, plano de saúde.

O que pode ser cortado
A terceira linha do orçamento é a C, de contornável. Na definição do professor, contornável é tudo aquilo que faz a vida melhor mas que numa eventualidade pode ser cortado.

Alguns exemplos: TV a cabo, banda larga, academia ou até mesmo carro. É importante verificar que esse item varia muito. Ter assinatura de banda larga é essencial para quem trabalha em casa, por exemplo, mas se o objetivo da internet rápida é apenas atualizar o bate-papo em sites de relacionamentos, a facilidade é perfeitamente dispensável, certo?

O carro também é outro item polêmico. Para uma pessoa com dificuldades de locomoção ele poderia ser classificado de básico. Pode também ser muito necessário para quem irá utilizá-lo para aumentar a renda. Mas se ele for apenas um item de comodidade, é necessário comparar os gastos com o que o veículo proporciona em termos de rendimento.

Exageros ficam de fora
O quarto item da lista é o D, de Desnecessário. Muitas vezes a pessoa localiza a despesa em suas contas e nem entende por que está pagando. O professor Gallo lembra que algumas pessoas pagam por serviços como transferência de chamada na linha telefônica e nunca usam. "Pagam porque é barato, mas, ao longo dos meses, aquela despesa poderia cobrir a compra de pães para o café da manhã todos os dias", lembra o economista.

Outra exemplo de despesa inútil é ter cinco cartões de crédito: um basta. "Assinatura de revista de fofoca é desnecessário, bem como comer queijo brie toda semana. O item D engloba tudo que é o exagero", diz Gallo.

Fazer esta avaliação dá trabalho, porque implica uma grande dose de autoconhecimento. É o momento em que todos param e medem os valores de suas vidas. Com base neste orçamento, vamos dizer que um indivíduo tenha recebido R$ 20 mil de indenização. Fazendo as contas e tirando o desnecessário, suponhamos que ele precise de R$ 2 mil mensais para viver, o que lhe garantirá dez meses. Se tirar o contornável, quantos meses conseguirá a mais? Essa é a conta que as pessoas têm de fazer. O importante é conseguir se manter o máximo de tempo.

Invista em educação
Um item muito importante para quem está desempregado é o investimento em educação. Cursos de reciclagem que aumentam a empregabilidade devem ser vistos como investimentos, e não como despesas. Vale lembrar também que é possível fazer cursos de reciclagem gratuitos, oferecidos pelo governo.


Mesmo quem está desempregado também não pode se esquecer de investir o dinheiro que possivelmente sobre ou que seja economizado dos itens contornáveis e desnecessários. Nesse momento, é importante lembrar que não dá para arriscar nada. Por isso, os investimentos mais indicados são aqueles de baixo risco, como poupança e fundos DI.

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