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14/09/2009 07h00

Crise ensinou que investimento de curto prazo em ações é uma "tormenta"

Anne Dias
Um ano depois da crise financeira que dizimou bancos americanos, derrubou bolsas de valores pelo mundo e afetou pelo menos três grandes empresas brasileiras (Sadia e Aracruz perderam milhões com a variação do dólar e a Embraer demitiu 4 200 funcionários), o Brasil até tem o que comemorar.

Acadêmicos, economistas e analistas de mercado ouvidos pelo UOL dizem que o país está mais forte e que os investidores passaram a entender melhor o funcionamento do mercado de ações.

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"As pessoas viram que o afã do curto prazo é uma tormenta", afirma Marcelo Smarrito, sócio diretor da corretora Gradual.

E que tormenta. Atualmente a bolsa de valores está em 58 000 pontos, recuperando a perda de um ano atrás, quando ela chegou a 29 000 pontos.

Muitos minoritários que telefonavam para as corretoras para vender seus papéis há um ano, agora ligam para saber qual ação dá mais retorno.

Para o professor de finanças da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), Keyler Carvalho Rocha, o Brasil tirou lições importantes da crise.

A principal delas é a necessidade de se ter reserva. Esta regra vale tanto para multinacionais, países ou pequenos investidores. "O Brasil só se saiu relativamente bem porque tinha este colchão", diz Keyler.

E agora que o pior já passou, o que deve acontecer? "IPOs", afirma o professor da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Alberto Di Agustini.

IPO é a sigla em inglês para oferta pública inicial, que acontece quando uma empresa abre capital e entra na Bolsa. De fato: 11 empresas estão na fila aguardando decisão da Comissão de Valores Mobiliários para oferecer ações.

No cômputo geral, o Brasil se saiu bem. "É impossível prever uma nova crise, mas nós estamos mais fortes do que muitos países", diz Keyler Carvalho Rocha, da FEA/USP.


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