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15/05/2009 - 08h00

Tesouro Direto: veja quanto rende, como funciona e dicas para o investidor

Sophia Camargo
O Tesouro Direto é visto por especialistas em finanças pessoais como uma boa alternativa para a formação da poupança de longo prazo. O principal atrativo desta operação é o custo bem inferior ao cobrado pelos fundos de investimento.



Para negociar títulos pelo Tesouro Direto, o investidor tem que se cadastrar em um agente de custódia autorizado pela Bolsa (bancos ou corretoras) e pagar 0,3% de taxa de custódia anual e 0,1% de taxa de negociação. No caso dos fundos, a taxa de administração pode chegar a 4% ao ano. Com a queda da taxa de juros, essa cobrança pode tornar a aplicação em fundos muito pouco atraente; tanto que o governo já anunciou medidas para impedir que investidores de fundos migrem para a poupança, por exemplo.




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Além disso, o risco do investimento também é pequeno, já que estamos falando de títulos do governo. Quando o investidor compra um CDB, compra títulos privados de um banco. Ou seja, se o banco quebrar, os papéis daquele banco viram pó. Se isso ocorrer, o Fundo Garantidor de Crédito só irá bancar até R$ 60 mil; o que estiver investido além desse valor conta como prejuízo.



Isso também vale para a poupança, cujas aplicações, apesar de não pagarem Imposto de Renda e não cobrarem taxa de administração, também estão sujeitas à mesma regra de segurança - apenas os investimentos de até R$ 60 mil estão garantidos pelo mesmo Fundo Garantidor de Crédito. No caso do Tesouro Direto, todas as aplicações são garantidas pelo Tesouro Nacional, isto é, só não serão pagas se o próprio país quebrar.



E a Rentabilidade?

É bastante atraente. Segundo a tabela do site da BM&FBovespa atualizada até 12/05/09, a rentabilidade no período de 12 meses dos títulos ofertados foi a seguinte:


As LTNs (Letras do Tesouro Nacional), títulos de prazo mais curto com rentabilidade prefixada, tiveram um retorno que variou de 14,51% a 19,86%;


As NTN-Fs (Notas do Tesouro Nacional - Série F), títulos de prazo um pouco mais longo com rentabilidade prefixada, apresentaram retorno de 17,08% a 20,02%;


As LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), títulos de rentabilidade diária atrelados à Taxa Selic, tiveram retorno de aproximadamente 12,5%;

As NTN-B (Notas do Tesouro Nacional - série B), títulos indexados à taxas de inflação, apresentaram retorno de 4,30% a 18,23%.



Mas é difícil investir?


Não. O primeiro passo é procurar, por meio do site do Tesouro Direto, uma corretora ou banco autorizado pelo Tesouro Nacional e solicitar uma senha. Após receber esta senha, o investidor estará autorizado a fazer as compras e vendas, sem necessidade de intermediários.



Cuidados


Fundamental é escolher cuidadosamente o agente de custódia (banco ou corretora). Além da taxa de custódia, alguns agentes embutem cobranças extras. Cabe ao investidor pesquisar e escolher a melhor opção. No dia 13/05, segundo o ranking dos agentes de custódia publicado no site do Tesouro Direto, apenas as corretoras Banif, Socopa e Spinelli não cobravam nada de taxa de administração, enquanto as demais instituições listadas chegavam de 0,15% a 4% ao ano (posição de 27/04/09).



Quem não ficar de olho nas taxas cobradas pode acabar perdendo a maior vantagem do Tesouro Direto, que é o de ter um custo mais acessível do que o dos fundos de investimentos. Confira no link e, se tiver interesse em alguma instituição, confirme o valor cobrado.



E se eu precisar de dinheiro rápido?


O investimento em Tesouro Direto tem como principal objetivo formar uma poupança de longo prazo. No entanto, se o investidor precisar do dinheiro, terá de esperar para se desfazer do título durante a recompra oferecida pelo Tesouro Nacional, uma vez por semana.



Para saber mais:

Site do Tesouro Direto


Site da BMF&Bovespa
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