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16/01/2010 - 07h00

Saiba como poupar para a viagem de seus sonhos

Anne Dias

Ficou sem dinheiro e não conseguiu viajar com a família no começo deste ano? Então, já vai se preparando para o ano que vem.

O motivo é simples. A melhor alternativa é se organizar o quanto antes para ter os melhores descontos. E, além disso, o turista pode deixar o dinheiro rendendo até a hora de comprar os pacotes.

Só para você ter uma ideia de valores, uma viagem de oito dias e sete noites a Nova York, em hotel de categoria turística (mais simples), incluindo hospedagem, passagem aérea, alimentação e passeios, sai por cerca de US$ 2.300 por pessoa em sua versão mais econômica (US$ 50 por dia em alimentação e mais US$ 50 em passeios). Mas esse valor sobe facilmente, dependendo da sofisticação dos programas (veja  quadro abaixo).

Compare os preços médios em cada cidade (por pessoa, sete noites em hotel turístico)

Cidade Passagem e hotel Alimentação (por dia) Passeios (por dia)
Nova York US$ 1.500 US$ 50 a
US$ 150
US$ 50
Paris e Londres US$ 1.600 US$ 80 a
US$ 200
US$ 80
Salvador R$ 1.500 R$ 30 a
R$ 150
R$ 30
Disney US$ 1.100 US$ 50 a
US$ 150
US$ 200 a
US$ 400
(5 dias de parques)
Barcelona e Madri US$ 1.480 US$ 80 a
US$ 200
US$ 80
  • Fonte: Suo Formato Viagens

No entanto, o valor também pode ser reduzido, se o pacote for comprado com antecedência. “Com prazo e uma boa ajuda da agência, o turista consegue economizar pelo menos 30%”, diz André Segantin, sócio da agência de viagem Suo Formato.

E não precisa bater à porta da agência com muito tempo de antecedência.

 “É possível fazer um roteiro com bons descontos seis meses antes da viagem. Mais do que isso não adianta. As companhias aéreas não vendem passagens tanto tempo antes”, afirma Segantin.

Por outro lado, é possível comprar as passagens aéreas para dentro ou fora do Brasil com até 60% de desconto, com três meses de antecedência.

Os hotéis também negociam a estadia e podem oferecer descontos de 20% ou mais, dependendo do destino e do período em que se queira ir.

A ressalva é, por exemplo, conseguir entrar em uma promoção destas querendo ir para Nova York na passagem de ano ou para Salvador no Carnaval. “Destinos muito procurados em épocas valorizadas dificilmente têm preços tentadores”, afirma Segantin.

Seu bolso

Se você vai viajar daqui a um ano, poderia combinar as estratégias de investir por seis meses e, então, sacar o dinheiro e comprar o pacote com antecedência de seis meses (em julho), para ter os descontos.

O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Carlos Alberto Di Agustini, explica que duas alternativas podem ser as melhores: caderneta de poupança e os títulos do Tesouro Direto, do governo federal.

Em 2009, a rentabilidade da caderneta foi de 7,9% e a dos títulos prefixados, 12,58%, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Ambas as aplicações são bastante simples, conservadoras e atendem a um perfil de investidor que precisa do dinheiro no curto prazo.

A Bolsa de Valores, que rendeu quase 83% em 2009, não é uma boa alternativa porque se trata de um investimento de curto prazo, no caso, seis meses.

Na hipótese de títulos públicos, diz Agustini, a melhor alternativa para quem vai viajar são os papéis prefixados com vencimento de três a seis meses.

“Os juros básicos vão subir, mas não muita coisa, porque este é um ano de eleição”, afirma Agustini. Se os juros (hoje em 8,75% ao ano) dispararem, os títulos pós-fixados passam a ser uma opção melhor.

Quem optar por investir por um prazo menor do que um ano, como três ou seis meses, poderá aplicar nos próprios títulos. O problema é que nem sempre o governo lança papéis com vencimento inferior a um ano. Aí, a saída fica com os fundos de renda fixa. Neste caso, a rentabilidade que se pode conseguir, diz Agustini, é de 4%. "Mas é preciso ficar atento às taxas. Qualquer coisa acima de 1% pode derrubar a rentabilidade", afirma.

E se o turista for viajar para fora do Brasil? Ele deve comprar moeda do país para onde ele vai? “Melhor não. Não há expectativa de que o dólar ou o euro devam subir tanto que compense fazer uma reserva nestas moedas já”, diz Agustini.

Ele vai além. “O Brasil tem a maior taxa de juros do mundo. O melhor é investir em reais, ainda que seja para viajar para o exterior.”

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