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01/04/2010 - 15h57

Você é um investidor preguiçoso? Conheça algumas aplicações para seu perfil

Anne Dias

Toda vez que você começa a pensar em como investir seu dinheiro bate uma preguiça danada? Você simplesmente não consegue acompanhar o mercado financeiro, as metas de inflação e o cálculo das taxas de CDB? Desiste de tudo e deixa o gerente do banco fazer o que quiser com sua conta?

Pode parar.

Existem alguns investimentos próprios para investidores preguiçosos.

E sabe por quê? “Porque tem mais investidor preguiçoso do que os que são certinhos”, diz Carlos Alberto Di Agustini, professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo.

Geralmente, diz Agustini, homens têm mais preguiça do que as mulheres. “Elas são mais exigentes e querem saber tudo o que está acontecendo com o próprio dinheiro”, diz Agustini.

Primeira regra: evite qualquer título que seja prefixado. Segundo o professor da FGV, estes títulos não acompanham a inflação. Então, quem investe neles precisa ficar atento ao que está acontecendo no mercado para fazer a melhor escolha.

Já os pós-fixados rendem a inflação e mais um índice. É uma garantia mínima de se conseguir manter o padrão de vida, sem pensar muito.

Ações e caderneta de poupança

Você pode até investir em ações sem ter de ficar pensando nelas ou no mercado financeiro o dia todo.

A melhor opção neste caso, diz Agustini, é optar por papéis de empresas sólidas, sem risco de falência aparente. Exemplo? Empresas do setor elétrico, Petrobras e Vale. Bancos são bons pagadores de dividendos, mas a volatilidade (o sobe-e-desce da cotação) é alta.

Comprar ações via fundos é o ideal, então? Para Agustini, o melhor seria via corretora, sem a intermediação de um fundo. “Há o risco de o fundo falir”, diz. E, segundo ele, comprando papéis de empresas de ponta, não será preciso ficar checando o mercado financeiro o tempo todo.

O consultor patrimonial Silvio Paixão (CFP) afirma que, se a preguiça for muita e seu dinheiro não passar de uns R$ 40 mil, a caderneta de poupança é a melhor opção. Não tem taxa de administração, IOF ou Imposto de Renda e é fácil de entender. E rende a Taxa Referencial mais 0,5%. Acima de R$ 40 mil, é possível diversificar melhor a carteira. 

Especialista

Outra alternativa é delegar a decisão do que fazer com seu dinheiro a um especialista.

E qual seria a diferença entre este especialista e o gerente do seu banco? “Os gestores são mais focados, pensam no lucro do investidor o tempo todo”, afirma Paixão.

Mas atenção: não é qualquer pessoa que pode administrar seus investimentos. É preciso ter autorização da Associação Brasileira das Entidades dos Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima) ou da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O especialista tem que alertar o cliente quando vê que a carteira de investimentos não está rendendo como o planejado ou que o risco está aumentando. E é o dono do dinheiro quem toma a decisão.

Conforto

De qualquer maneira, você deve escolher aquilo que o deixa mais confortável. “É ter uma estratégia que deixe o investidor dormir bem à noite”, diz Paixão.

E, sempre que a preguiça deixar, leia mais sobre economia.

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