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31/05/2010 - 07h00

Quer entrar na Bolsa? Veja os passos para ir de iniciante a avançado

Anne Dias

Você nunca comprou ações, tem até medo do mercado acionário, mas tem vontade de arriscar um pouco? Pois saiba que você pode começar a operar devagar, dando um passo de cada vez.

A primeira coisa que você pode fazer para entender o mercado e dominá-lo é participar de um simulador da Bolsa de Valores, como o UOL Invest. Você recebe uma verba fictícia para montar sua carteira. Ali você já começa a entender o processo da Bolsa.

Quando você estiver afiado com os termos e a lógica do mercado acionário, já pode comprar alguns papéis. Um bom começo são os clubes ou fundos de investimentos.

“O ideal é que o investidor que passou pelo simulador confie no representante do clube ou do fundo”, diz a gerente de clubes e fundos da corretora Gradual Investimentos, Viviane Moreno.

Os clubes têm a vantagem de poderem ser criados por um grupo de amigos, colegas de trabalho ou pessoas da mesma família.

Grupo reunido e organizado, é hora de bater às portas de uma corretora, que vira o administrador do clube. É ela que vai cuidar dos documentos e dos registros legais e vai informar o rendimento das aplicações do clube.

Cada clube deve ter pelo menos três investidores. “A Bolsa vai restringir o grupo de 150 para 50 participantes”, afirma Moreno. “E, na verdade, quanto menor o clube, melhor. Assim todos podem participar melhor das decisões.”

No caso dos clubes e dos fundos, o investidor tem a facilidade de poder contar com gestores e não ter de tomar decisões sozinho.

Por outro lado, é preciso ficar atento às taxas. “Esta é o ponto chave. Tem gestor que ainda cobra taxa de performance, caso a rentabilidade bata alguma meta. Isso pode inviabilizar o resultado”, afirma o economista Claudio Gonçalves.

Corretora

A próxima etapa é ir para uma corretora. “E isso deve acontecer quando o investidor se sentir confortável para tomar decisões no mercado financeiro”, afirma Moreno.

O professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Alberto Di Agustini, vai além. “O melhor é ir para uma corretora só quando se conhece as técnicas do mercado”, diz.

Agustini afirma que é preciso conhecer pelo menos as técnicas fundamentalistas, que são aquelas em que o investidor leva em conta os números da empresa e consegue fazer algumas projeções sobre o retorno que ela deve dar no médio e longo prazos.

A dica dele é: se você quer ir para uma corretora, mas não está muito afinado com o mercado acionário, procure uma que tenha um bom departamento de análise. “É preciso ser criterioso na escolha. Pedir para falar com analistas, para ler alguns relatórios. Estas podem ser mais caras, mas vai valer mais a pena.”

Enfim, o "home broker"

O último passo é operar via “home broker”, sistema pelo qual o investidor compra e vende ações sem a intermediação da corretora.

“O “home broker” é para quem já conhece a dinâmica do mercado. Quem não conhece e decide operar diretamente mesmo assim vai perder dinheiro, porque vai se desesperar e vender na hora errada”, diz Gonçalves.

Cursos

Gonçalves afirma ainda que há vários cursos sobre mercado financeiro, como na própria Bolsa de Valores ou na Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

“Conhecimento é a melhor maneira para não se perder dinheiro – ou perder o menos possível”, diz Gonçalves.
 

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