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Guia Básico

O que é previdência privada?

É uma forma de poupança de longo prazo que tem como principal objetivo evitar que a pessoa sofra uma redução drástica da renda na sua aposentadoria.

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Quem precisa de um plano de previdência privada?

Qualquer pessoa que receba mais do que o teto da previdência Social (INSS), não faz parte de um fundo de pensão e não se preocupou em formar uma poupança para a aposentadoria.

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Quais as vantagens de fazer um plano de previdência privada?

A maior vantagem é o benefício fiscal, que adia (difere, no termo técnico) o pagamento do imposto de renda para o momento do resgate da aplicação. Ou seja, enquanto o poupador está na fase de acumulação de capital, ele não paga imposto, diferentemente do que acontece quando se aplica num fundo de investimento qualquer, onde se recolhe 20% de imposto de renda sobre a rentabilidade todo mês. Essa é uma grande vantagem, pois com esse dinheiro economizado, o poupador poderá reinvestir o dinheiro e assim garantir uma poupança ainda maior. Outra vantagem é que obriga o poupador a pensar no futuro e programar sua aposentadoria, pois normalmente esses planos penalizam quem saca o dinheiro antes de um determinado prazo. O professor Mauro Halfeld, autor de livros sobre finanças pessoais, lembra que o maior perigo dos investimentos com muita liquidez (facilidade de transformar investimento em dinheiro), caso dos fundos de investimento, é que a pessoa pode abandonar a poupança para comprar um bem, sem se lembrar das conseqüências no futuro.

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Quais as desvantagens de fazer um plano de previdência privada?

A maior desvantagem sãos os custos dos planos. As taxas cobradas pelos gestores dos fundos ainda são muito altas, bem maiores do que os fundos de investimento. Esse é um ponto em que o investidor deve ficar bem atento, pois dependendo da taxa cobrada, as vantagens fiscais se perdem.

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Quais são os principais riscos ao se fazer um plano de previdência privada?

Os maiores riscos são:- a empresa administradora do plano quebrar, - a meta atuarial (cálculo de probabilidades e estatísticas dos rendimentos futuros)do plano não ser cumprida, - a inflação corroer a sua aplicação.

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Como evitar os riscos de uma previdência privada?

Quem investe sempre corre algum risco. Mas, com investimentos de longo prazo, o cuidado deve ser ainda maior. Procure escolher planos geridos por empresas de tradição, com bom histórico no mercado. Acompanhe a rentabilidade do fundo (alguns jornais disponilibizam esses dados) e verifique se o rendimento do plano está superando a inflação.

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Se eu desconfiar de algo ou não estiver contente com os rendimentos, posso abandonar meu plano de previdência privada?

Se você desconfiar da instituição, deve procurar a Susep (Superintendência de Seguros Privados), site www.susep.gov.br, que é a responsável pela fiscalização dos planos de previdência privada. Se não estiver contente com a administração, poderá mudar de plano a qualquer tempo. É o que garante a portabilidade.

Milton Bueno

Tenho 56 anos. Por quanto tempo teria de pagar uma previdência privada. Quando posso recebe-la? No caso de minha morte, minha esposa recebe alguma coisa?

Respostas: Poderá contribuir quanto tempo desejar e receber a partir do momento que quiser. Depois dos 50 anos, porém, alguns especialistas recomendam que, para começar a contribuir com a previdência privada de modo que se tenha realmente algum capital acumulado em pouco tempo, é necessário se desfazer de algum bem que não esteja utilizando no momento, como por exemplo, um carro. Com esse dinheiro, poderá começar uma boa previdência. Sua esposa irá se beneficiar do dinheiro se contratar renda reversível ao beneficiário.

Lucia Mota

Gostaria de saber se existe uma data-limite para começar a contribuir para a previdência privada.

Não existe limitação de idade para pagar a previdência privada. O que há é que, quanto mais idade a pessoa tiver, mais terá de depositar para garantir uma aposentadoria com que seja possível viver. Um exemplo: quem começa a pagar mensalmente a aposentadoria aos 20 anos, consegue ter uma renda mensal de R$ 5 mil aos 60 anos se depositar R$ 175 por mês. Quem começa aos 30 terá de pagar R$ 398 por mês para chegar a essa quantia. E quem começa aos 40 terá de desembolsar R$ 974. Existe limite de idade, porém, para os contratos de risco, exemplo: pensão por invalidez, pensão para mulher e filhos. Esse limite costuma ser 65 anos.

Marcos Mendes

Pago previdência privada e contribuo para a previdência oficial. Para o INSS contribuo com R$ 300,00 para receber R$ 1.500,00 quando me aposentar. Para a previdência contribuo com R$ 200,00 para receber R$ 6.000,00 lá na frente. Qual é a mágica?

Não há mágica. A diferença está nos regimes adotados. A previdência pública se utiliza do regime de repartição, pelo qual quem contribui paga o benefício do outro que está aposentado - ou seja, quem trabalha hoje paga quem está aposentado hoje, esperando que outros façam o mesmo no futuro e paguem sua aposentadoria. A previdência privada adota o regime de capitalização, pelo qual as contribuições vão para uma conta de investimentos que cresce ao longo do tempo, ou seja, são capitalizadas e depois divididas. Mas é bom ressaltar que essa perspectiva de recebimento de R% 6.000,00 é uma estimativa, que vai depender da rentabilidade do seu fundo, de quanto você perdeu com o pagamento das taxas de carregamento e administração e, principalmente, da tábua atuarial que será utilizada na hora em que o fundo for calcular o seu recebimento. Muita atenção a esse detalhe (ver pergunta 25, logo abaixo).

Jovita Maria

Contribuo com um valor X para uma previdência privada que me garantirá, em caso de invalidez, uma pensão Z. Minha dúvida: se eu ficar inválida, passarei a receber a pensão por invalidez e poderei continuar contribuindo para a previdência privada?

Depende do regulamento do plano. Na maioria deles, se ficar inválida, passará a receber apenas a pensão por invalidez e não poderá mais contribuir com a previdência privada. Nesse caso, você poderá fazer outra previdência privada, mas sem a garantia de invalidez.

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