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Antecipar a restituição do IR pode valer a pena para quitar dívidas com juros altos

Do InfoMoney

SÃO PAULO - O prazo para envio da declaração de renda das pessoas físicas começou em 1º de março e, juntamente com a liberação dos programas geradores das declarações, muitos bancos também disponibilizaram aos seus clientes linhas de crédito especiais para a antecipação da restituição do imposto de renda.

A liberação do pagamento das restituições do IR, a exemplo de anos anteriores, será feita entre os meses de junho e dezembro de 2005, sempre no 15º dia útil de cada mês. Sabe-se que, quanto antes o contribuinte entregar sua declaração, mais cedo ele receberá o crédito da restituição.

Entretanto, para quem está com o orçamento para lá de apertado, esperar até junho, ou ainda, até dezembro, pode parecer uma eternidade. Diante disso, surge a grande questão: será que vale a pena antecipar o recebimento de minha restituição junto ao banco? A resposta é: depende.

Empréstimo só para quem possui dívidas altas
Como o banco irá lhe emprestar este dinheiro, obviamente cobrará juros pela operação. A taxa média cobrada pelas instituições está em 3,3% ao mês, sendo que para abrir o crédito você gastará ainda de 2% a 4% do total emprestado. Este, portanto, será o "desconto" sobre o valor total que você terá direito a receber.

Admitindo que suas dívidas estejam concentradas no cartão de crédito ou cheque especial, por exemplo, a antecipação passa a ser uma opção interessante para você.

Acontece que ambos estão entre as dívidas com maiores taxas de juros no mercado: 10,13% e 8,43% ao mês, respectivamente, segundo dados de fevereiro da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Agora, se você está pensando em antecipar o recebimento da restituição do IR para gastar o dinheiro com algo que está querendo comprar, ou até mesmo para aplicar o dinheiro, é melhor esperar até que o crédito seja liberado.

Talvez você não saiba, mas as restituições do imposto são corrigidas pela taxa Selic, acumulada desde o mês de maio até o mês em que está sendo paga a restituição, de forma que esta remuneração é mais vantajosa para o contribuinte que aguardar o processamento normal da declaração.

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