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Argentina anuncia 'início formal' da renegociação de acordo com o FMI

"[Queremos] recomeçar a implementação de uma trajetória fiscal consistente", diz carta ao FMI - Muhammed Emin Canik/Anadolu Agency via Getty Images
"[Queremos] recomeçar a implementação de uma trajetória fiscal consistente", diz carta ao FMI Imagem: Muhammed Emin Canik/Anadolu Agency via Getty Images

Gabriel Bueno da Costa

26/08/2020 15h59Atualizada em 26/08/2020 16h39

O ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, anunciou hoje em uma rede social o "início formal" das conversas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para renegociar um acordo. Guzmán informa que houve um diálogo nesta manhã entre ele, o presidente argentino, Alberto Fernández, e a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva.

O ministro ainda compartilhou a carta enviada ao FMI. Na mensagem, o governo argentino agradece o trabalho da entidade no trabalho mútuo de tornar a dívida argentina sustentável.

A mensagem cita dados econômicos recentes e lembra que Fernández, ao assumir, aumentou gastos para evitar uma contração maior da atividade. Também recorda que o país renegocia com seus credores privados e espera concluir isso adiante.

A carta ao FMI menciona o forte impacto da covid-19 sobre a Argentina, que exigiu mais medidas oficiais para enfrentar o quadro, elevando o déficit fiscal primário, que alcançou 3,3% do PIB (Produto Interno Bruto) durante o primeiro semestre.

"Estamos determinados a recomeçar o processo de implementação de uma trajetória fiscal consistente, uma vez que os efeitos da pandemia desapareçam", afirma o texto. Nesse contexto, a Argentina diz que solicita formalmente assistência financeira no âmbito de um programa com o Fundo e pede o envio de uma missão ao país para iniciar essas conversas.

A nota diz ainda que o atual governo espera que a negociação não repita erros do diálogo anterior do FMI com o Argentina, sob o governo de Mauricio Macri, sem entrar em detalhes sobre esse ponto. A mensagem é assinada por Guzmán e também pelo presidente do Banco Central da República Argentina (BCRA), Miguel Pesce.