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Oi conclui compra da Brasil Telecom por R$ 5,8 bilhões

Da Redação
Em São Paulo

O grupo de telefonia Oi anunciou nesta sexta-feira que concluiu a compra da Brasil Telecom por R$ 5,863 bilhões, bem acima dos R$ 4,8 bilhões estimados pelo mercado. Assim, terá início a formação de uma gigante de telecomunicações no Brasil, com operações em praticamente todo o território nacional.

Veja a seguir os números das empresas:

OI

Área de concessão:
16 Estados: Região Nordeste mais os Estados de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Pará, Roraima, Amapá e Amazonas. Corresponde a cerca de 41 por cento do PIB do país, abrangendo 102 milhões de habitantes.

A empresa também adquiriu licença para atuar no estado de São Paulo (na telefonia móvel), o que deve acontecer a partir do segundo semestre deste ano.

Linhas fixas em serviço (4o tri/07): 14,22 milhões

Clientes banda larga (4o tri/07): 1,52 milhão

Clientes celular (4o tri/07): 16 milhões

Receita líquida (4o tri): R$4,5 bilhões

Brasil Telecom

Área de concessão:
10 Estados: Distrito Federal e Estados do Acre, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Corresponde a cerca de 25 por cento do PIB nacional, envolvendo cerca de 40 milhões de habitantes.

Linhas fixas em serviço (1o tri/08): 8,03 milhões

Clientes banda larga (1o tri/08): 1,63 milhão

Clientes celular (1o tri/08): 4,58 milhões

Receita líquida (1o tri/08): R$2,76 bilhões

Fim da disputa entre acionistas da BrT
O contrato de compra de ações da Brasil Telecom foi fechado depois que a Oi/Telemar intermediou os conflitos entre os acionistas da empresa.

Essa intermediação resultou no pagamento, pela Telemar, de cerca de R$ 315 milhões numa espécie de indenização à BrT, para que ela pudesse abrir mão de ações movidas contra o Opportunity, acionista e ex-gestor da companhia.

Um dos grandes obstáculos que dificultaram a conclusão do negócio entre as duas empresas foram esses litígios. Depois que os fundos de pensão e o Citigroup assumiram o comando da operadora, em 2005, entraram com representações na Comissão de Valores Mobiliários e na Justiça para cobrar mais de R$ 500 milhões referentes a supostos desvios que acusavam o Opportunity de ter feito.

A retirada dessas ações era uma condição para que a operação entre Telemar e BrT fosse adiante.

Os advogados da companhia levaram semanas discutindo como isso poderia ser feito sem prejuízo aos acionistas minoritários, que ameaçavam cobrar na Justiça essa indenização e responsabilizar os atuais gestores da empresa.

A saída foi a Telemar bancar esse pagamento, ainda que com um desconto.

De acordo com o fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), esse pagamento independe do fechamento da compra da BrT pela Oi.

A operação, pela qual a Oi/Telemar pagará R$ 5,863 bilhões pelo controle da BrT Part e da BrT S.A., depende da alteração do Plano Geral de Outorgas pela Anatel para ser concretizada.

O fato relevante diz que a Telemar, " na qualidade de terceira interessada, participou dos instrumentos de transação " entre os acionistas da BrT Part para a solução de " todos os seus pleitos, reclamações, demandas, ações judiciais ou procedimentos arbitrais " , existentes ou iminentes.

A intenção da compradora foi a de impedir que, futuramente, o controle da BrT fosse alvo de demandas judiciais. "A celebração desses instrumentos importará no pagamento pela Telemar do valor aproximado de R$ 315 milhões, sujeito a determinadas aprovações, condições e prazos neles previstos. "

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