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Aumento da inflação deve influir na decisão sobre juros hoje

Da Redação

Em São Paulo

A alta recente nos índices de inflação deve ser um fator decisivo para a decisão de hoje do Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central) sobre a taxa básica de juros, a Selic. O controle da inflação é um dos objetivos do aumento da taxa de juros.

Em menos de uma semana, três índices diferentes registraram alta significativa no aumento do custo de vida, o que preocupa economistas e governo.

Nesta quarta-feira, foi divulgado que o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), que mede a inflação em São Paulo, mais do que dobrou, subindo 1,23% em maio, contra alta de 0,54% no mês anterior.

No início da semana, na segunda-feira, outro indicador, o IPC-S, mostrava que os preços dos alimentos tiveram a maior alta em mais de quatro anos, contribuindo fortemente para que o custo de vida medido por esse indicador subisse 0,87% no quarto levantamento de maio.

Na quinta-feira da semana passada, o IGP-M apontou alta de 1,61% em maio, mais que o dobro do 0,69% de abril. O IGP-M é usado em muitos contratos de reajuste de aluguel.

Inflação e juros
A taxa de juros é um instrumento usado pelo governo para controlar a inflação porque ela ajuda a determinar o nível de consumo do país, já que a taxa Selic é utilizada nas transações bancárias e, portanto, influencia os juros de todas as operações na economia.

A Selic é utilizada pelos bancos como um parâmetro. A partir dela, as instituições financeiras definem quanto vão cobrar por empréstimos às pessoas e às empresas.

Caso os juros do país estejam altos, o consumidor tende a comprar menos, porque a prestação de seu financiamento vai ser mais alta. Isso reflete na queda da inflação.

Segundo a lei da oferta e da procura, quanto maior a demanda por um determinado produto, mais elevado é o seu preço.

Do contrário, se uma mercadoria ou serviço não forem tão procurados, o preço tende a cair para atrair mais compradores.

A meta de inflação é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em reuniões que ocorrem a cada 45 dias em Brasília.

Desse encontro participam o presidente do Banco Central e diretores de política monetária e econômica da instituição.

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