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CSS pode ser "pretexto" para aumento de preços, diz economista

da Redação

Recriação da CPMF. A base governista aprovou a criação da Contribuição Social para a Saúde. A votação foi apertada e o novo imposto teve 259 votos favoráveis, 159 contrários e duas abstenções. O projeto agora depende de aprovação no Senado.



Na opinião de Adriano Biava, especialista em contas públicas e professor da Faculdade de Economia da USP, "a saúde, de fato, precisa de mais recursos". Ele critica, porém, a maneira como isso é feito. "O governo poderia buscar várias formas e o ideal seria ter tributos diretos, como uma progressividade maior do IR", disse.

O professor também questiona se o dinheiro arrecadado com a contribuição será de fato empregado totalmente na saúde pública brasileira. "Os governos que criaram o IPMF e a CPMF em vez de acrescer o valor do imposto ao que se gastava na saúde, passaram a usar apenas a CPMF", afirmou.

Segundo ele, a criação da CSS também é um "pretexto para um aumento de preços". "Qualquer pessoa vai querer repassar o imposto a terceiros, se puder. E aí depende do mercado decidir se aceita esse aumento ou não."

Ainda assim, Biava considera a CSS um bom mecanismo para fiscalizar sonegadores. "Era uma ferramenta para a Receita Federal e isso vai ter um impacto", disse. Segundo ele, no ano passado, "mais de 20 mil pessoas que não declararam renda de acordo com a tributação" caíram na malha fina após o cruzamento de dados das movimentações bancárias com os dados declarados.

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