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Brasil terá queda no crescimento para 3,5% em 2009, diz FMI

Da Redação
Em São Paulo

A economia brasileira terá crescimento de 3,5% em 2009, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O índice representa uma forte desaceleração puxada pela crise global que desencadeou-se nos Estados Unidos.

A previsão está no relatório anual do Fundo, "Pespectivas Econômicas Mundias", que adverte também para a desaceleração da economia mundial, com os EUA e a Europa já frente à recessão.


O Brasil foi um dos poucos países que teve suas estimativas de crescimento para este ano elevadas pela instituição. O novo relatório reavalia projeções de menos de três meses atrás, nas quais as expectativas de expansão econômica haviam sido revistas para cima.

O crescimento econômico mundial deve ficar em 3,9%, abaixo do prognóstico anterior de 4,1%. Para 2009, a previsão é de que o número fique em 3%, o menor nível em sete anos.


"A economia mundial está agora entrando em uma forte desaceleração diante do mais perigoso choque dos mercados financeiros maduros desde a década de 1930", diz o relatório do FMI.

Nos EUA, o crescimento irá cair para 0,6% em 2008, ante os 2% marcados em 2007, diante da crise de crédito, queda nos preços de residências e consumo menor. Em 2009, o PIB do país deverá desacelerar para 0,1%.

Emergentes
O freio no crescimento mundial irá afetar de forma negativa também os mercados da América Latina e da Ásia, segundo o FMI.

O relatório aponta que a expansão das economias da América Latina e do Caribe será reduzida para 4,6% em 2008, em um cenário de inflação alta, baixas nos preços das commodities difíceis condições externas.

Nas economias asiáticas emergentes, o crescimento deverá fechar em 7,75% em 2008 e ficar em 7% em 2009, ante os 9,25% do ano passado.

A China terá expansão de 9,7% neste ano, seguida de uma queda para os 9,3% em 2009. Em 2007, o número chegou a 11,9%. Já a Índia crescerá 6,9% em 2009, segundo o relatório do FMI.

Falhas regulatórias
O FMI aponta políticas econômicas e regulatórias negligentes e falhas nos mercados como os principais motivos da crise global. Isso porque estes fatores teriam permitido que a economia "excedesse seu limite de velocidade"

A instituição alerta também que a recuperação da economia mundial deverá ser atipicamente lenta.

Com informações da Reuters, EFE, AFP e BBC Brasil.

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