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Força Sindical elogia mudança no IR, mas pede garantia de emprego

Da Redação

Em São Paulo

O pacote contra a crise anunciado pelo governo recebeu apoio e crítica da Força Sindical.

Em nota oficial, assinada pelo seu presidente, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, a entidade elogia as mudanças no Imposto de Renda, mas pede garantias efetivas de emprego, como contrapartida à diminuição do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre os carros.


"Lamentamos o fato do governo não condicionar a diminuição do IPI à garantia de empregos para os trabalhadores do setor que será beneficiado", registra a nota. O governo divulgou que espera que as montadoras não façam demissões, mas não há um compromisso formal que obrigue as empresas a isso.

A Força também pediu que a redução do imposto seja repassada ao consumidor, o que também foi colocado como desejável pelo governo, mas não obrigatório.

Pacote e Imposto de Renda
Sobre o Imposto de Renda, a Força Sindical disse que a decisão é correta. "É justa a medida no sentido de que não irá punir tanto os trabalhadores e deixará, neste momento de crise internacional, R$ 4,9 bilhões na economia, o que, com certeza, resultará em mais consumo, mais produção, e conseqüentemente mais empregos."

Segundo a Força, a medida também corrige uma distorção. A entidade calcula que mais trabalhadores que antes eram isentos iriam pagar IR em 2009, pois a tabela do imposto seria corrigida em 4,5%, enquanto o reajuste médio de salário neste ano foi de 10%.

Ou seja, em razão do aumento nos ganhos, haveria mais gente sendo tributada. "Dessa forma, a correção é justa e ajuda a diminuir a insuportável carga tributária no país", afirma a Força.

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