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Bush faz pronunciamento sobre ajuda do governo às montadoras

Da Redação

Em São Paulo

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, faz nesta sexta-feira um pronunciamento sobre ajuda aos fabricantes de automóveis.

A General Motors e a Chrysler estão próximas de conseguir assegurar empréstimos de emergência como parte de um pacote de ajuda do governo americano, de acordo com fontes familiarizadas com as negociações.


Tais empréstimos iriam protelar a perspectiva de uma falência "ordenada", opção que está sendo considerada pelo governo dos Estados Unidos depois de mais de um mês de discussões.

O pacote de ajuda encabeçado pela Casa Branca demandará que ambas as montadoras se reestruturem ao buscar novas concessões por parte de sindicatos e credores, informaram duas pessoas interadas sobre as conversas.

Tanto a GM quanto a Chrysler foram forçadas a paralizar fábricas e demitir milhares de trabalhadores por toda a América do Norte à medida que tentam levantar capital, e alertaram que poderão ir à falência se não puderem contar com assistência federal.

A Ford, em situação menos problemática, pede uma linha de crédito que poderá ser utilizada se suas finanças ficarem pior que o esperado em 2009.

Os três gigantes do setor automotivo dos Estados Unidos empregam, juntos, 240 mil pessoas diretamente. Com a inclusão dos postos de trabalho indiretos, a exemplo de autopeças, outros fornecedores e concessionárias, o setor representa 2,2 milhões de empregos e US$ 65 bilhões anuais em salários. A indústria afirma que é responsável por 10% dos empregos norte-americanos.

Nenhuma montadora foi poupada pelo bruto declínio global de vendas.

A japonesa Toyota pode registrar o seu primeiro prejuízo operacional na sua matriz em 71 anos no ano fiscal que termina em março, e poderá emitir um alerta de lucro em uma coletiva de imprensa de final de ano marcada para a segunda-feira, informou a mídia japonesa.

A Toyota, que se recusou a comentar as notícias, registrou um prejuízo operacional pela última vez em seu primeiro ano de operação, no ano fiscal de 1937/1938.

As ações da Toyota fecharam em queda de 2%.

As montadoras em todos os lugares estão sob pressão para cortar custos, em um momento em que a recessão global e o crédito apertado estrangulam a demanda, e as montadoras japonesas ainda estão sendo ainda mais prejudicadas ante um iene mais forte.

(Com informações de Reuters e AFP)

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