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General Motors vai demitir 744 em São José dos Campos, diz sindicato

Da Redação
Em São Paulo

(Texto atualizado às 16h53)

A General Motors vai demitir 744 funcionários da unidade de São Jose dos Campos, no interior de São Paulo, informou o sindicato de metalúrgicos da cidade nesta segunda-feira.

Segundo comunicado do sindicato, a direção da empresa reuniu-se com dirigentes da entidade para anunciar que "demitirá 744 trabalhadores".


"Entre os demitidos, estão os 600 trabalhadores contratados no ano passado por meio de contratos por prazo determinado. Alguns desses contratos venceriam somente em junho, mas a empresa dispensará os metalúrgicos imediatamente", diz o sindicato.

Procurada, a assessoria da GM disse que ainda não poderia comentar sobre o assunto.

Até agora, as dez maiores fabricantes de carros do mundo anunciaram mais de 35 mil cortes de empregos em todo o mundo.

Os maiores prejudicados são os trabalhadores temporários, mas muitas fábricas também implantaram o programa de demissão voluntária, férias coletivas ou diminuição da carga horária. No entanto, o número total de pessoas que perderam o emprego por causa da crise no setor pode ser até três vezes maior, segundo sindicalistas.

No Brasil, a GM tem concedido férias aos seus funcionários para evitar a demissão. Na sexta-feira passada, a empresa ampliou as férias coletivas para 500 trabalhadores da divisão Powertrain da fábrica de São José dos Campos (SP). Os funcionários da fábrica de motores ficarão em casa entre 26 de janeiro e 23 de fevereiro.

Segundo nota do Sindicato dos Metalúrgicos, este já é o quinto anúncio de férias coletivas no complexo de São José dos Campos desde setembro.

A assessoria de imprensa da GM informou que a fábrica da empresa em Gravataí (RS) também tem coletivas programadas para o 26 de janeiro, que deverão durar duas semanas.

Socorro
Em dezembro, o governo dos Estados Unidos anunciou uma ajuda de até US$ 17,4 bilhões à General Motors e Chrysler. Este dinheiro faz parte dos US$ 700 bilhões que foram aprovados em setembro para resgatar o setor financeiro do país.

Os empréstimos terão que ser devolvidos se as montadoras não se mostrarem viáveis até 31 de março. As empresas não poderão conceder novos dividendos enquanto estiverem devendo para o governo.

Mas, apesar da ajuda substancial, o presidente-executivo da GM, Rick Wagoner, afirmou no último domingo que a empresa tem recursos suficientes para se manter até março, mas que pode ainda buscar um nova ajuda financeira adicional do governo norte-americano.


(Com informações da Reuters)

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