Três mil funcionários da GM fazem paralisação nesta tarde contra demissões

Ana Carolina Lourençon
Em São Paulo

Pelo menos três mil empregados da fábrica da General Motors em São José dos Campos farão uma segunda paralisação às 14h desta terça-feira por causa da demissão de 744 funcionários temporários anuncia na tarde de ontem, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade.

Nesta manhã, na entrada do primeiro turno, os funcionários fizeram uma pausa de uma hora na produção, quando aconteceu uma assembleia com a participação dos sindicalistas.


Os metalúrgicos pararam as atividades na unidade de produção do Corsa e da S-10. O prejuízo ainda não foi contabilizado e a GM afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá comentar o caso.

Os trabalhadores exigem que a montadora readmita os funcionários dispensados e conceda estabilidade no emprego. Eles também solicitam que as autoridades intercedam em favor do pessoal que foi lesado.

O sindicato comenta, também, que não aceita nenhuma flexibilização nos direitos dos trabalhadores, como redução de jornada com corte de salários. Segundo os sindicalistas, "as montadoras lucraram muito em 2008 e não têm motivo para dispensar funcionários".

A proposta que apresentam é a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, sem diminuição do salário e banco de horas.

Crise
A matriz da General Motors nos Estados Unidos passa por grave crise financeira e, no final do ano passado, chegou a afirmar que poderia quebrar caso não recebesse ajuda do governo.

Para tentar salvar o setor automobilístico, que tem grande importância para o país, o Congresso norte-americano concedeu em dezembro um socorro de até US$ 17,4 bilhões à GM e Chrysler. Este dinheiro faz parte dos US$ 700 bilhões que foram aprovados em setembro para resgatar o setor financeiro do país.

Os empréstimos terão que ser devolvidos se as montadoras não se mostrarem viáveis até 31 de março. As empresas não poderão conceder novos dividendos enquanto estiverem devendo para o governo.

Mas, apesar da ajuda substancial, o presidente-executivo da GM, Rick Wagoner, afirmou no último domingo que a empresa tem recursos suficientes para se manter até março, mas que pode ainda buscar um nova ajuda financeira adicional do governo norte-americano.

(Com informações da Reuters)

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