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Juros devem encerrar o ano em 11%, dizem analistas; é o menor patamar da história

Da Redação
Em São Paulo

Analistas de mercado acreditam que a taxa básica de juros deva encerrar 2009 em 11% ao ano, o que seria o patamar mais baixo desde que o Banco Central passou a divulgar meta para a taxa Selic para fins de política monetária, em março de 1999.

Segundo o boletim Focus publicado nesta manhã pelo BC, os economistas concultados modificaram a previsão para os juros, que até o relatório anterior estava em 11,25%.


Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) surpreendeu o mercado ao cortar a taxa Selic em um ponto percentual, para 12,75% ao ano, diante do desaquecimento da economia interna e a onda de demissões na indústria brasileira.

Para 2010, a projeção também caiu. O mercado espera juros em 10,75% no ano que vem, contra os 11% da estimativa anterior.

Inflação
Os analistas diminuíram sua perspectiva para a inflação em 2009 pela segunda semana seguida. A projeção é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se situe em 4,64% neste ano em vez dos 4,80% aguardados antes. Desta vez, a previsão está bem próxima do centro da meta, que é de 4,5%.

Para 2010, as projeções estão estacionadas no centro da meta do governo, em 4,50%, há 34 semanas.

Pa os demais índices de preços, a estimativa também foi reduzida. A expectativa para o IGP-DI de 2009 saiu de 4,91% para 4,49%, enquanto a projeção para o IGP-M caiu de 4,77% para 4,41%. Sobre o IPC-Fipe, os agentes estimam que o índice avance 4,50% em vez de 4,54%.

Câmbio
Segundo o Focus, os analistas esperam que o dólar comercial encerre o ano a R$ 2,30, sem mudança, e terminará janeiro em R$ 2,35, pouco acima da estimativa passada, de R$ 2,33.

Para o encerramento de 2010, a mediana das expectativas dos analistas aponta dólar a R$ 2,28, repetindo o prognóstico contido no boletim anterior.

Crescimento
O mercado financeiro manteve estável a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 em 2%. Para o próximo ano, a previsão é de que a economia brasileira tenha expansão de 3,80%, pouco menos do que os 3,90% aguardados anteriormente.

Em termos de produção industrial, a projeção média foi reduzida de alta de 2,15% para 2% em 2009 e de 4,30% para 4,05% nos 12 meses à frente.

Na balança comercial, a previsão é de superávit de US$ 14,5 bilhões em 2009, sem alteração. A conta de transações correntes do país deve encerrar este exercício com déficit de US$ 25 bilhões, também igual ao do levantamento precedente.

Em investimento estrangeiro direto, deve haver ingresso de US$ 23 bilhões em 2009, nível idêntico àquele contemplado no relatório passado.

(Com informações de Valor Online)

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