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Montadoras voltam a ritmo "relativamente normal", avalia economista

Sílvio Crespo

Em São Paulo

O aumento de 92,7% da produção de veículos de dezembro para janeiro indica que a indústria automobilística brasileira "voltou para um nível relativamente normal", avalia o economista Francisco Barone, professor da Fundação Getúlio Vargas.

"Em comparação com o final do ano passado, em que a indústria estava no fundo do poço, qualquer recuperação já representa um aumento grande na produção", afirma Barone.

No último trimestre do ano passado, o desempenho da indústria de automóveis foi excepcionalmente fraco devido à elevação das taxas de juros praticadas no mercado, à diminuição do prazo de pagamento e ao aumento da seletividade dos bancos para conceder empréstimos.

Como conseqüência, as montadoras reduziram o ritmo de produção para se ajustarem à diminuição da demanda. Em seguida, o governo reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em dezembro, o que possibilitou a queda no preço dos automóveis e consequente recuperação das vendas.

Os dados de produção em janeiro "indicam normalização (do setor), mas uma normalização ajustada à expectativa de consumo de automóveis menor do que 2008", afirma o economista.

Exemplo disso é que, na comparação com janeiro do ano passado, a produção no primeiro mês de 2009 foi 27,1% menor.

Ainda que não alcance os mesmos patamares de 2008, a atividade da indústria de veículos, que estava operando em um nível excepcionalmente baixo, tende a continuar em recuperação. "A curva é ascendente; não vai ter decréscimo (nos próximos meses)", aposta Barone.

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