Desemprego tem maior alta desde 2001 e atinge 8,2%

Da Redação

Em São Paulo

(Texto atualizado às 9h48)

A taxa de desemprego no país, que em dezembro havia atingido o menor patamar já registrado, de 6,8%, deu um salto em janeiro e chegou a 8,2% da população economicamente ativa, informou nesta sexta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Esse aumento, de 1,4 ponto percentual, é o maior desde que a pesquisa começou a utilizar a atual metodologia, em 2001. Ainda assim, a taxa de janeiro está bem abaixo da de abril de 2004 (13,1%), quando o indicador atingiu seu nível mais alto. Em janeiro do ano passado, a taxa foi de 8%.


PÁSCOA DEVE GERAR 40 MIL VAGAS
O aumento do desemprego foi mais intenso nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, chegando a 9,4% e 6,6%, respectivamente.

Nas outras quatro áreas pesquisadas, ao contrário, o desemprego atingiu sua menor taxa para meses de janeiro. Em Recife, ficou em 8,6%; em Salvador, 11,2%; em Belo Horizonte, 6,4%; em Porto Alegre, 5,6%.

A população ocupada em janeiro somou 21,2 milhões de pessoas nas seis regiões pesquisadas, uma queda de 1,6% em relação a dezembro. Em comparação com janeiro do ano passado, esse número é 1,9% maior, o equivalente a mais 385 mil pessoas trabalhando.

O número de trabalhadores com carteira assinada caiu 1,3% em relação a dezembro e cresceu 4,5% na comparação anual, totalizando 9,5 milhões de trabalhadores.

O rendimento médio real habitual, no entanto, subiu 2,2% de dezembro para janeiro, atingindo R$ 1.318,70, e 5,9% frente a janeiro de 2008, disse o IBGE. O rendimento médio real domiciliar per capita aumentou 1,7% sobre dezembro e 6,4% sobre janeiro do ano passado, alcançando R$ 840,62.

Caged
Ontem, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho mostraram que em janeiro a economia brasileira perdeu mais de 100 mil postos de trabalho com carteira assinada.

Desde novembro, o Brasil perdeu quase 800 mil vagas formais, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

Os dados do Ministério do Trabalho consideram apenas o emprego formal, diferentemente do IBGE, que inclui trabalhadores informais e temporários.

Ainda, os números do ministério são baseados em levantamento, enquanto os do instituto são resultado de pesquisa por amostragem.

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