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Ações do setor de construção civil operam em rumos distintos após pacote

Da Redação
Em São Paulo

(Texto atualizado às 16h18)

Após o anúncio do plano habitacional do governo federal, as empresas ligadas ao setor de imóveis e construção civil operam com rumos distintos na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

Por volta das 15h55, enquanto o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) recuava 0,23%, os papéis da Inpar subiam 1,94%. JBS avançava 0,19% e Tecnisa, 0,59%.

Já as ações da Abyara recuavam 2,37%, Brascan, 1,47%, Camargo Corrêa, 5,45%, Cyrela, 0,69%, Gafisa, 3,55%, Klabin Segall, 3,73% e Rossi, 1,11%.


Segundo analistas, a queda acontece porque parte das ações subiu fortemente antes do anúncio oficial do pacote e agora, devolvem os ganhos. Outro fator é a falta de detalhes sobre o pacote habitacional, o que deixa o investidor apreensivo sobre os benefícios do plano para as empresas.

No caso da Camargo Correa, a queda forte também reflete notícia de que diretores da empresa estariam envolvidos em crimes financeiros.

Antes do lançamento do pacote, as ações se beneficiaram da expectativa. Elas vinham num movimento de fortes perdas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desde o segundo semestre do ano passado, mas inverteram o sentido nas últimas semanas.

Os investidores foram influenciados por declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anteriores ao anúncio oficial do plano. Em 11 de fevereiro, Lula adiantou que o programa contemplaria a construção de 1 milhão de moradias no país até 2010.

"Desde que o Lula começou a falar em construir 1 milhão de casas, os investidores já foram avaliando quais empresas poderiam se beneficiar", afirma Vieira.

Até então, predominava o movimento de queda. O valor de mercado das empresas acumulava uma queda de 60% desde janeiro do ano passado (veja gráfico abaixo).


"Os lançamentos de imóveis caíram (no ano passado). As pessoas, com medo de perder o emprego, tendem a adiar a compra da casa própria", afirma Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros.

O valor de mercado de 33 empresas do setor imobiliário e de construção que têm ações na Bolsa aumentou 13% em março até essa segunda-feira, 23, segundo dados compilados pela consultoria Economatica. No mesmo período, o Ibovespa, índice de referência das ações brasileiras, avançou 5%.

As ações de algumas empresas do ramo imobiliário chegaram a cair 90% desde 31 de janeiro do ano passado até a última terça-feira (23), como a BR Brokers e a Abyara. No período, o Ibovespa recuou 28,7%.

De 33 companhias analisadas pela consultoria Economatica, dez acumularam, no mesmo intervalo, uma queda de mais de 80%, e apenas quatro tiveram desempenho melhor que o Ibovespa: Lix da Cunha (alta de 6,5%), Multiplan (queda de 17,5%), BR Malls (recuo de 21%) e Mendes Jr. (perda de 22,8%).

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