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Indústria paulista cresce pelo 3º mês seguido, estima FGV; setor contrata

Da Redação

Em São Paulo

(Texto atualizado às 11h45)

A indústria instalada no Estado de São Paulo cresceu em março pelo terceiro mês consecutivo, segundo estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a AES Eletropaulo.

A projeção é de que a atividade industrial paulista tenha crescido 6,2% em março, na comparação com fevereiro. Ainda assim, o nível da produção no terceiro mês deste ano teria ficado 5,4% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado. Já é um avanço em relação a fevereiro: no segundo mês de 2009, a produção estava 17,5% abaixo do registrado um ano antes.


No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial de SP ficou 0,1% abaixo da verificada nos 12 meses imediatamente anteriores.

A pesquisa, chamada Sinalizador da Produção Industrial (SPI), é uma previsão sobre as tendências para a atividade industrial no Estado de São Paulo. Nem sempre o resultado oficial, divulgado mais tarde, confirma a estimativa. Em fevereiro, o SPI previu um aumento de 5% na atividade industrial; o dado oficial, no entanto, registrou alta de apenas 0,5%.

Indústria contrata, mas humor piora
As contratações no setor de açúcar e álcool puxaram o emprego na indústria de São Paulo em março, mas o humor do empresário reverteu neste início de abril a recuperação que vinha ensaiando, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O emprego no setor caiu 0,2% em março sobre fevereiro com ajuste sazonal, mas subiu 0,31% sem ajuste, o que corresponde à abertura de 7.500 postos de trabalho.

No primeiro trimestre, o emprego no setor encolheu 2,73%, o equivalente ao fechamento de 66,5 mil vagas.

Dos 22 sindicatos pesquisados para o índice, em março 16 relataram demissão, cinco apontaram contratação e um teve estabilidade do emprego.

Entre os setores, o destaque de contratações ficou com Fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com salto 23,9% em março. No ano, esse setor registra aumento de 19,9% no nível de emprego.

Em março, considerando os dados sem ajuste sazonal, o emprego no setor de açúcar e álcool cresceu 1,11%, enquanto no restante da indústria houve queda de 0,8%.

Outra pesquisa da Fiesp, o Sensor, indicador antecedente que mede o humor do industrial no mês corrente, caiu para 49,5 pontos na primeira quinzena de abril, ante 50,3 pontos na segunda quinzena de março.

A linha de 50 divide o pessimismo do otimismo e o indicador havia ultrapassado a marca no fim de março pela primeira vez desde o aprofundamento da crise global.

O componente de emprego do Sensor teve ligeira queda para 47,7 pontos no início deste mês, ante 47,9 na leitura anterior.

(Com informações da Reuters)

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