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Tempo para escapar da concordata está acabando, diz presidente da GM

Da Redação
Em São Paulo

O presidente interino da montadora General Motors, Kent Kresa, disse nesta terça-feira em entrevista ao "The Wall Street Journal" que o tempo que a empresa tem para fechar um acordo e escapar da concordata está acabando.

Kresa disse que a empresa sabe que reestruturar-se seria o melhor caminho, entretanto, o tempo não está ajudando.

"O tempo está escasso", disse.


Kresa assumiu o posto de interino depois que o presidente e executivo-chefe da companhia, Rick Wagoner, teve que deixar o cargo a pedido do governo de Barack Obama.

O tempo curto, ao qual Kresa se refere, é dia 30 de maio, quando acaba o prazo que Obama deu à empresa para apresentar um plano concreto de reestruturação, para só então liberar mais ajuda financeira.

Em dezembro do ano passado, o governo do então presidente George W. Bush aprovou um socorro de US$ 17,4 bilhões para a GM e Chrysler, que passavam por sérias dificuldades. Como resposta à ajuda, as empresas tiveram que apresentar propostas de reestruturação, quando pediram mais dinheiro. A GM, que requisitou mais US$ 16,6 bilhões, já obteve US$ 13,4 bi, mas necessita do restante.

No último domingo, o jornal "The New York Times" disse que o Tesouro dos EUA estava aconselhando a GM a preparar o pedido de concordata até 1º de junho, data que a empresa já deveria ter em mãos um acordo para reestruturar-se.

Segundo o jornal, as preparações estão direcionadas para assegurar que o pedido de concordata esteja pronto se a companhia não conseguir chegar a um acordo com os credores para trocar cerca de US$ 28 bilhões em dívida por ações da GM e com o sindicato dos funcionários do setor automotivo.

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