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Inflação oficial cai em julho e fica em 0,24%, a menor taxa desde março

Da Redação
Em São Paulo

A inflação no Brasil caiu de 0,36% em junho para 0,24% em julho, informou nesta sexta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esta é a menor taxa desde março, quando ficou em 0,2% (veja gráfico ao final do texto).

Os dados se referem ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de preços, usado pelo governo para definir suas metas anuais de inflação. Para 2009, o objetivo do governo é uma inflação anual de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


INFLAÇÃO NO BRASIL (%)
RegiãoJunhoJulho
São Paulo0,360,57
Fortaleza0,810,35
Curitiba0,830,35
Porto Alegre 0,130,12
Brasília0,150,11
Belo Horizonte0,060,05
Belém0,130
Goiânia0,420
Salvador0,55-0,02
Rio de Janeiro0,38-0,05
Recife0,43-0,07
Geral0,360,24
O percentual de julho veio abaixo dos 0,31% esperados pelo mercado para o período, segundo último boletim Focus divulgado pelo Banco Central.

No acumulado do ano, o IPCA está em 2,81%. Nos últimos 12 meses, acumula 4,5%.

Para o final de 2009, segundo o Focus, a expectativa é que o IPCA termine em 4,5%, enquanto que para 2010, a previsão é de 4,35%.

Segundo a pesquisa, o IPCA de julho reflete a queda de alguns preços de itens de consumo, com destaque para o grupo alimentos, que saiu de 0,7% em junho para -0,06% no mês passado.

Apesar de menor, a pressão do leite pasteurizado prosseguiu em julho já que os preços do produto caíram 4,02%. No mês passado, a queda havia sido de 12,1%.

Outros alimentos importantes também apresentaram desaceleração ou queda, como o queijo (de 1,72% em junho, para 0,86 em julho), o açúcar cristal (de 3,43% para -0,24%), o leite em pó (de 1,48% para 0,33%) e o pão francês (0,28% para -0,44%).

O IBGE mostra que poucos foram os alimentos que mostraram alta em julho, como é o caso do alho (de 11,75% para 14,64%), do feijão carioca (de 0,76% para 6,46%) e do açúcar refinado (de 0,76% para 1,46%).

Por regiões, São Paulo apresentou a maior taxa do IPCA, 0,57%, puxado pelo aumento das taxas dos alimentos (0,53%) e de energia elétrica (11,75%). Em seguida ficaram Fortaleza e Curitiba, ambos com 0,35%. Por outro lado ,as menores taxas ficaram com Recife (-0,07) e Rio de Janeiro (-0,05%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. Abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

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