Bolsa da China cai quase 6%; Tóquio perde mais de 3%

Da Redação

Em São Paulo

As Bolsas da Ásia fecharam com pesadas perdas nesta segunda-feira, atingindo o menor patamar em mais de duas semanas, apesar da boa notícia do fim da recessão no Japão. A Bolsa de Xangai (China) perdeu 5,79%, indo ao menor patamar desde meados de junho.

A Bolsa de de Tóquio (Japão) retrocedeu 3,1%, para 10.268 pontos, alcançando a mínima em duas semanas, apesar de dados mostrarem que a economia saiu da mais longa recessão desde a Segunda Guerra Mundial.


Para analistas, o mau desempenho em Xangai ocorreu em razão das persistentes preocupações sobre a situação da economia chinesa e resultados empresariais decepcionantes.

O índice composto de Xangai -que reúne ações do tipo A e B, respectivamente em yuanes e dólares- perdeu 176,34 pontos, a 2.870,63 unidades.

O principal índice da Bolsa de Xangai acumulou perdas de 6,6% na semana passada.

Segundo outros analistas, os investidores realizaram lucros (venderam ações para embolsar ganhos recentes) em resposta aos fracos dados da confiança do consumidor nos Estados Unidos e em meio a crescentes convicções de que a valorização do mercado ultrapassou os fundamentos econômicos.

A confiança do consumidor norte-americano piorou mais que o esperado no começo de agosto, segundo uma pesquisa divulgada na sexta-feira.

Vendas generalizadas abateram os mercados acionários asiáticos, com as ações dos setores financeiro, industrial e de matérias-primas registrando as maiores perdas dentro do índice MSCI que reúne as principais Bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão. Às 7h42 (horário de Brasília), o indicador afundava 3,74%, para 353 pontos.

Ainda assim, o MSCI acumula alta de 73% desde março, quando um rali global dos mercados acionários começou em meio a esperanças de que o pior declínio econômico acabou e de que sinais de recuperação resultariam em balanços corporativos mais positivos.

"Essa é a realidade. Os mercados subiram tão rapidamente, projetando um cenário que talvez nunca irá se materializar", disse Bratin Sanyal, diretor de investimento da ING, referindo-se a esperanças de uma rápida recuperação.

Japão: fim da recessão
O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu 0,9% no segundo trimestre, mas investidores temem que a segunda maior economia do mundo perca força quando o estímulo temporário do governo terminar.

"Os dados de hoje foram conduzidos por medidas de estímulo no Japão e no exterior, então a economia japonesa está longe de um crescimento auto-sustentável", afirmou Kyohei Morita, economista-chefe para Japão do Barclays Capital.

"O Nikkei recebeu impulso das altas das ações lá fora. Mas há um sentimento de que isso esteja se aproximando de um limite", disse Mitsushige Akino, gerente de fundos da Ichiyoshi Investment Management. "Por isso a realização de lucros predomina", acrescentou ele.

A Bolsa de Sydney (Austrália) perdeu 1,63%, enquanto Taiwan cedeu 1,95% e Cingapura 3,25%. O mercado de Seul caiu 2,79% e o de Hong Kong se desvalorizou 3,62%.

(Com informações de AFP e Reuters)

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