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Simulador ajuda investidores a conhecer os títulos públicos

Anne Dias
Em São Paulo

Você já ouviu falar em tesouro direto, mas nunca entendeu direito como ele funciona? Para ajudar futuros investidores, a BM&Fbovespa e a Secretaria do Tesouro Nacional lançam hoje um simulador para as pessoas tirarem dúvidas.

Funciona assim: você se inscreve, fornece alguns dados pessoais e começa a navegar. A linguagem do simulador é bem simples.

O investidor escolhe para que quer o dinheiro (são oito opções, como comprar uma casa, se aposentar ou até ficar milionário), se tem algum dinheiro para investir e se vai fazer depósitos mensais.

No final, o simulador mostra de quanto o investidor vai precisar. E ainda compara a rentabilidade que deverá ser atingida com a caderneta de poupança.

O único problema é que ele não informa exatamente a diferença entre as cinco opções de títulos, como a LTN ou LFT.

O que são os títulos públicos
Os títulos públicos são ativos de renda fixa. Você pode investir de 100 reais a 400 mil reais. Existem cinco modalidades de títulos, que podem ser pré ou pós-fixado. O risco é considerado baixo.

Vantagens
Existem várias vantagens para quem decide investir em títulos públicos. Eles são boas opções para qualquer perfil de investidor (conservador, moderado e aquele que gosta de risco).

"Com a vantagem de alguns títulos garantirem retorno maior do que os fundos de renda fixa, como é o caso dos papéis com prazos de 15, 20 anos ou mais", diz o consultor financeiro Márcio Iavelberg.

Apesar de um dos nomes do produto ser tesouro direto, o investidor precisa ser cliente de uma corretora ou de um banco que venda os títulos.

A boa notícia é que as taxas cobradas pelas instituições também são atrativas. Variam de zero a 4% ao ano, mas na média ficam entre 0,2% e 0,5%. Já na renda fixa é possível encontrar banco que cobra 5% ao ano.

Além dessas taxas, é preciso pagar 0,1% sobre o valor do papel no ato da compra mais 0,3% ao ano pela guarda dos títulos. O Imposto de Renda varia de 15% a 22,5%, conforme o período em que o investidor deixa o capital investido.

Desvantagens
Nem tudo são flores nos títulos públicos.

O investidor que precisar sacar o dinheiro antes do vencimento pode perder rentabilidade.

"Neste caso, ele vai receber o valor de mercado do papel, o que não necessariamente significa que terá lucro", explica a consultora financeira Lilian Gallagher, do Investotal.

Há também o risco do boato.

Quando o atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda era candidato em 2002, havia um burburinho no mercado financeiro de que, se eleito, ele não pagaria a dívida pública. Os papéis despencaram. Lula foi eleito, pagou as dívidas e quem vendeu perdeu dinheiro.

Para conhecer o simulador, acesse a página.

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