Mulheres ainda ganham 28% menos que os homens; diferença tem leve queda

Sílvio Guedes Crespo

Em São Paulo

A desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho diminuiu ligeiramente no ano passado, mas elas ainda ganham 28,4% menos que eles, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A renda média dos homens em 2008 foi de R$ 1.172 no ano passado, enquanto a das mulheres ficou em apenas R$ 839, considerando as pessoas com emprego, formal ou não. A média nacional foi de R$ 1.036.


Um ano antes, os homens ganhavam R$ 1.153, e as mulheres, R$ 823, sendo que a média do país havia ficado em R$ 1.019. Os números mostram que a renda as mulheres subiu um pouco mais que a dos homens no período (1,9% contra 1,6%), reduzindo ligeiramente a desigualdade. A média do país aumentou 1,7%.

A participação das mulheres no mercado de trabalho não mudou de 2007 para 2008. Nos dois anos, os homens eram 56,4% da chamada população economicamente ativa (pessoas que estão empregadas ou procurando emprego), e as mulheres, 43,6%.

O desemprego continua atingindo mais as mulheres do que os homens. A taxa ficou em 5,2% para eles e em 9,6% para elas em 2008. Um ano antes, os percentuais eram de 6,1% e 10,8%, respectivamente.

A maior desigualdade entre homens e mulheres está entre os trabalhadores com baixa qualificação. Considerando as pessoas ocupadas que não têm instrução ou têm menos de um ano de estudo, há 2,7 milhões de mulheres e quase o dobro de homens (5,1 milhões).

Já entre os que têm 11 anos de estudos ou mais, há 18,7 milhões de mulheres e 19,3 milhões de homens (só 3% a mais).

Os dados, divulgados pelo IBGE, constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

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