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Economistas preveem aumento da gasolina, mas sem efeito na inflação anual

Riomar Trindade

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O preço da gasolina na bomba para o consumidor deverá ter um aumento de aproximadamente 2% em fevereiro, como reflexo da redução da mistura de álcool à gasolina, que cairá de 25% para 20%. A opinião é do economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

 "Dado que a gasolina pesa 3% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC/FGV), este aumento momentâneo deverá impactar em 0,06 ponto percentual no IPC do mês. Depois do dia 1º de maio, esse impacto começará a ser dissipado e seu efeito tende a ser nulo na inflação de 2010".

Na opinião de André Braz, o maior benefício da redução do percentual de mistura é impedir aumentos maiores no preço do álcool combustível, cuja demanda cresce com a ampliação da frota de carros flex.

A redução do percentual de álcool anidro misturado à gasolina, que ocorrerá entre os dias 1º de fevereiro e 1º de maio, deve aumentar a oferta de álcool, reduzindo o preço a médio prazo.

Como efeito colateral, uma vez que a gasolina pura é mais cara que o álcool anidro, o derivado de petróleo comprado no posto deverá ficar mais caro.

"É uma questão de tempo, o suficiente para a renovação dos estoques no varejo", avalia o pesquisador da FGV Maurício Canêdo.

A especialista da FGV em petróleo e gás, Adriana Perez, por sua vez, acredita que o maior direcionamento de consumo da gasolina – ocorrido em janeiro - foi uma consequência natural, uma vez que o consumidor percebeu que, neste momento, o preço do álcool subiu, em média, muito mais (+3,31 %) nas últimas quatro semanas.

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